Por Cleber Lourenço
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou no início da noite desta terça-feira, na câmara dos deputados, o requerimento que cria a CPI do Banco Master. Em conversa com o ICL Notícias, o deputado afirmou que o caso representa “um dos maiores escândalos de prevaricação da história”, destacando que a Polícia Federalista já identificou um ramal superior a R$ 12 bilhões.
Trechos do próprio requerimento reforçam a seriedade: o documento cita “a fabricação de fundos fraudulentos, a falsificação de contratos, a montagem de ativos inexistentes e um prejuízo que supera R$ 12,2 bilhões” porquê elementos centrais da investigação.
O texto aponta ainda que o BRB teria sido “instrumentalizado para aspirar passivos fraudulentos do Banco Master”, configurando risco sistêmico ao patrimônio público.
Em sua conversa com a reportagem, Rollemberg afirmou que a operação foi politicamente patrocinada.
“Essa operação desde o primeiro momento foi defendida pelo Ibaneis. Pessoalmente. Ele tem responsabilidade e deve remunerar por isso”, disse.
Alertas sobre Banco Master
Deputados que apoiam o pedido de CPI disseram ao ICL Notícias, em caráter reservado, que já circulavam há meses alertas sobre a fragilidade dos ativos vendidos pelo Master, mas que não havia elementos técnicos suficientes para sustentar uma denúncia pública.
Segundo esses parlamentares, a confirmação feita pela Polícia Federalista somente consolidou suspeitas antigas que vinham sendo levantadas informalmente nos bastidores do Congresso.
O requerimento destaca ainda que fundos de previdência estaduais e municipais foram expostos aos ativos contaminados.
Segundo a justificativa, “há fortes indícios de que tais ativos contaminados foram adquiridos por institutos de previdência estaduais e municipais, colocando em risco direto as aposentadorias de milhares de servidores públicos e suas famílias”.
Rollemberg reforçou a dimensão do problema: “Imagina o BRB botou 12 bilhões e zero. Isso vai estourar em qualquer lugar. O governo do Rio, mesmo alertado, comprou R$ 2,7 bilhões do Master. É muito grave.”
Ele também vinculou o caso a movimentos políticos recentes em Brasília: “A Operação Carbono Oculto mostrou o Daniel Vorcaro fazendo relacionamento político numa vivenda dominada por um fundo ligado ao PCC. Depois veio a PEC da Blindagem, agora o projeto do violação organizado tentando esvaziar a PF. Isso não é coincidência.”
O pedido de CPI cita expressamente o risco institucional: “A tentativa de compra, pelo BRB, de um banco privado fraudulento representou risco sistêmico ao patrimônio público pátrio”, afirma o texto entregue ao presidente da Câmara.
Rollemberg afirmou que já havia solicitado investigações ao Ministério Público e à Polícia Federalista, mas que agora a dimensão do caso exige atuação parlamentar. Segundo ele, a CPI é necessária para “apurar responsabilidades políticas, falhas regulatórias e conexões que permitiram que o esquema prosperasse”.
com o pedido protocolado agora começa a coleta de assinatura para instalação da percentagem. São necessárias 171 assinaturas.