Um homem foi condenado a 100 anos, nove meses e dez dias de prisão por crimes como estupro de vulnerável continuado, violência psicológica e vias de fato.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a maioria dos crimes foram cometidos na casa do réu, em um sítio de Centenário do Sul, no norte do estado.
O julgamento aconteceu no dia 28 de dezembro de 2025, na Unidade Regionalizada de Plantão Judiciário de Porecatu.
Abusos sexuais começaram quando vítima tinha 8 anos. — Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil
Um homem de 51 anos foi condenado a 100 anos, nove meses e dez dias de prisão por crimes como estupro de vulnerável continuado, violência psicológica e vias de fato. De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a maioria dos crimes foram cometidos na casa do réu, em um sítio de Centenário do Sul, no norte do estado.
O nome do homem - que está preso desde o dia 9 de julho de 2025 - não foi divulgado. O julgamento aconteceu no dia 28 de dezembro de 2025, na Unidade Regionalizada de Plantão Judiciário de Porecatu, que fica a 28 quilômetros de distância da cidade em que os crimes foram registrados.
em diversas ocasiões, justificava os abusos como forma de correção
— Conforme a denúncia do MP, os abusos iniciaram em 2010, quando a vítima tinha oito anos. O pai dormia no mesmo quarto que a filha e, .
Os abusos sexuais continuaram mesmo após o homem se casar, sendo o último registro em junho de 2025.
Além disso, a denúncia do MP relata que o homem causou dano emocional à filha ao controlar as ações, constranger, manipular, isolar, ameaçar e humilhar.
Em uma das ameaças, disse o MP, ele afirmou que iria matar a jovem caso ela o denunciasse. A filha era impedida de usar celular, usar roupas que desejava e ter amizades ou relacionamentos amorosos.
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Contra a ex-companheira, a denúncia informou que o homem cometeu diversos crimes entre 2024 e 2025. Em um dos episódios, ela precisou receber atendimento médico após ser agredida por ele.
A mulher era proibida de conversar com outras pessoas - mesmo no trabalho - e de manter contato com os filhos.
Crimes cometidos contra a ex-companheira, de acordo com o MP:
Segundo o promotor Renato Sant Anna, a denúncia chegou por meio de uma pessoa que trabalhava com a jovem e soube da situação vivida por ela. O caso foi informado à Polícia Civil (PC-PR), que passou a investigar.
Inicialmente uma mulher da delegacia fez o primeiro contato e ela topou conversar com o delegado. Depois a ex-companheira reafirmou e também narrou o que vinha sofrendo
— contou o promotor.
A Justiça também determinou a destituição do poder familiar do réu em relação à filha. Ou seja, os direitos como pai foram retirados.
efeito automático da condenação
— O promotor explicou que este é um e ocorre mesmo quando a vítima tem mais de 18 anos.
Além disso, o homem deve pagar R$ 30 mil à filha e R$ 15 mil à ex-companheira por danos morais.
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