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Na ONU, Rússia diz que mundo precisa impedir que EUA se tornem juiz supremo

O embaixador da Rússia Vasily Nebenzya disse que o mundo precisa impedir que os Estados Unidos se tornem "juiz supremo". A declaração ocorreu no Conselho de ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 13:31 · Atualizado há 4 dias
Na ONU, Rússia diz que mundo precisa impedir que EUA se tornem juiz supremo
Foto: Reprodução / Arquivo
O embaixador da Rússia Vasily Nebenzya disse que o mundo precisa impedir que os Estados Unidos se tornem "juiz supremo". A declaração ocorreu no Conselho de Segurança ONU, que discute a invasão do país norte-americano na Venezuela, nesta segunda-feira (5).

"Nós não podemos permitir que os EUA se proclamem como um tipo de juiz supremo que, sozinho, tem o direito de invadir qualquer país e colocar os seus enviados, trazendo punições e não cuidando das noções do direito internacional, da soberania e da não-intervenção", afirmou Nebenzya.

O embaixador também questionou a função das Nações Unidas e do Conselho de Segurança da ONU: "Será que as Nações Unidas e o Conselho de Segurança não existem mais e há uma necessidade de seguir, apenas, as regras de Washington, por assim dizer?".

Ainda conforme o representante da Rússia, as lideranças dos EUA devem reconhecer a soberania de outros estados "em vez de depor os regimes que são inconvenientes a eles".

Os EUA invadiram a Venezuela no sábado (3) e captaram o presidente ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enquanto dormiam. Ambos foram levados à Nova York, onde a primeira audiência do processo contra o líder ocorreu nesta segunda-feira (5).

Na audiência de custódia, o juiz deve perguntar a Maduro e Flores se se declaram culpados ou inocentes das acusações. A partir desta declaração, será desenhado o caminho para um eventual julgamento.

É comum que nesta primeira audiência a defesa, que ainda não está definida para o caso, tente solicitar liberdade mediante pagamento de fiança. No entanto, dois fatores principais são considerados para essa decisão: o risco de fuga e se o detento representa perigo para a comunidade.

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