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Mulheres, pessoas negras e indígenas seguem com os menores rendimentos no Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/10/2025 às 11:14 · Atualizado há 1 semana
Mulheres, pessoas negras e indígenas seguem com os menores rendimentos no Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta quinta-feira (9), dados preliminares do Censo 2022, que mostra desigualdade de renda entre mulheres, pessoas negras e indígenas. No caso das mulheres, o levantamento mostra que, mesmo mais escolarizadas, elas ganham quase 20% menos do que homens no Brasil e possuem um menor nível de ocupação.

Em relação aos trabalhadores pretos, pardos e indígenas, eles recebem, em média, rendimentos mensais menores do que a média nacional.

No caso das mulheres, segundo o IBGE, o rendimento médio nominal mensal de todos os trabalhos é de R$ 2.506 — valor 19,6% menor em relação ao observado para homens (R$ 3.115).

O recorte dos pretos, pardos e indígenas mostra que, enquanto o rendimento nominal mensal médio do Brasil ficou em R$ 2.851, o desses trabalhadores alcançou R$ 2.186 para pardos, R$ 2.061 para pretos e R$ 1.683 para indígenas.

Veja mais dados preliminares do Censo 2022 do IBGE

Diferença salarial entre homens e mulheres

Apesar de apresentarem maior escolaridade, as mulheres continuam ganhando menos que os homens no Brasil:

  • Rendimento médio mensal feminino: R$ 2.506
  • Rendimento médio mensal masculino: R$ 3.115
  • Diferença: 19,6%

A disparidade aumenta entre os trabalhadores com ensino superior completo:

  • Homens com superior completo: R$ 7.347
  • Mulheres com superior completo: R$ 4.591
  • Diferença: 37,5%

Escolaridade: mulheres são mais qualificadas

Mesmo com rendimentos menores, as mulheres apresentam níveis de escolaridade mais elevados:

Com ensino superior completo:

  • Mulheres: 28,9%
  • Homens: 17,3%

Sem ensino médio completo:

  • Homens: 43,8%
  • Mulheres: 29,7%

Desigualdade racial: pretos, pardos e indígenas têm rendimentos menores

Os dados do Censo também mostram uma profunda desigualdade racial nos rendimentos do trabalho:

  • Média nacional: R$ 2.851
  • Pardos: R$ 2.186
  • Pretos: R$ 2.061
  • Indígenas: R$ 1.683

Além disso, mesmo entre pessoas com ensino superior completo, pretos, pardos e indígenas seguem ganhando menos que a média. A desigualdade é ainda mais acentuada quando se observa a proporção de pessoas que recebem até 1/4 do salário mínimo:

  • Indígenas: 41%
  • Pardos: 17%
  • Pretos: 14,9%

Nível de ocupação em queda

O nível de ocupação da população com 14 anos ou mais caiu em relação a 2010:

Maiores taxas de ocupação por região:

  • Sul: 60,3%
  • Centro-Oeste: 59,7%
  • Sudeste: 56%

Menores taxas:

  • Nordeste: 45,6%
  • Norte: 48,4%

Unidades da Federação com maior ocupação:

  • Santa Catarina: 63,5%
  • Distrito Federal: 60,4%
  • Mato Grosso e Paraná: 60,3%

Menores índices:

  • Piauí: 43%
  • Paraíba: 43,5%
  • Maranhão: 43,6%

Índice de Gini: desigualdade na distribuição de renda

O Índice de Gini — indicador internacional usado para medir desigualdade de renda — ficou em 0,542 em 2022, reforçando a concentração de renda no país.

Por regiões:

  • Norte: 0,545 (maior desigualdade)
  • Nordeste: 0,541
  • Centro-Oeste: 0,531
  • Sudeste: 0,530
  • Sul: 0,476 (menor desigualdade)

O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 0, maior a igualdade; quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.

Sobre a pesquisa

As informações foram coletadas pelo questionário da Amostra do Censo 2022, aplicado em cerca de 10% dos domicílios do país, com 7,8 milhões de entrevistas. Os resultados estão disponíveis no portal do IBGE, nas tabelas e cartogramas do SIDRA e nos mapas interativos do Panorama do Censo.

Foram calculados indicadores de desigualdade e distribuição do rendimento, como o índice de Gini, a distribuição da massa de rendimento, e a participação do rendimento do trabalho no rendimento domiciliar total.

 

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