Karen sofria fortes hemorragias, ansiedade e confusão mental como resultado da menopausa, o que significava que ocasionalmente trabalhava em casa. Mas o fundador da empresa, Jim Clark, descartou os seus problemas médicos e lhe disse para "simplesmente seguir em frente".
Depois de reclamar à empresa sobre o "desdém e a repulsa" com que fora tratada, o seu acesso ao sistema de contas da empresa foi cortado e ela não pôde mais trabalhar remotamente.
De acordo com o processo, sempre que Karen se encontrava com Jim nos corredores da Thistle Marine, ela era tratada com ironia.
"A velhinha tem dor e sofrimento", disse o chefe numa oportunidade.
No tribunal, Jim alegou que os seus comentários eram "inocentes" e sugeriu que a sua ex-funcionária havia arquitetado a situação para conseguir dinheiro para se casar.
A Justiça porém deu ganho de causa a Karen, concordando com a alegação de demissão sem justa causa e assédio.
"Jim Clark pode ser melhor descrito como um homem franco, um autodidata e um empresário de sucesso. Ele sem dúvida tem muitas qualidades admiráveis, mas a empatia pelos outros não está entre elas. Tornou-se claro para nós que ele tem pouco respeito por aqueles que, ao contrário dele, não são capazes de trabalhar tão arduamente ou sem doenças como ele. A Sra. Farquharson sentiu um profundo sentimento de traição e ficou chateada com a forma como foi tratada por Jim Clark e com os comentários que ele fez", afirmou o tribunal em sua decisão, concluindo que o empresário tinha violado a dignidade da (agora) ex-funcionária.