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MPRJ denuncia seis pessoas ligadas a laboratório n...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 22/10/2024 às 16:21 · Atualizado há 1 semana

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O Ministério Público do Rio denunciou, nesta terça-feira, 22, seis pessoas no caso dos pacientes infectados por HIV após transplante de órgãos, todas ligadas ao laboratório PCS Lab Saleme. A empresa foi a responsável pela testagem que liberou as doações de duas pessoas que portavam o vírus, o que representou uma mancha sem precedentes no Sistema Nacional de Transplantes. 

Entre os denunciados, estão Walter e Matheus Vieira, ambos sócios da clínica, Ivanilson Fernandes dos Santos, Jacqueline Iris Barcellar de Assis e Cleber de Olveira Santos, funcionários do local, além de Adriana Vargas dos Anjos, coordenadora do laboratório. À exceção de Matheus, todos estão presos preventivamente, em meio à investigação da Polícia Civil. 

O grupo vai responder por associação criminosa, lesão corporal e falsidade ideológica. Jacqueline, por sua vez, responde ainda por falsificação de documento particular. A denúncia foi conduzida pela promotora Elisa Ramos Pittaro Neves, que no documento destacou que os denunciados “tinham plena ciência de que pacientes que recebem órgãos transplantados recebem imunossupressores para evitar a sua rejeição, e que a aquisição de qualquer doença em um organismo já fragilizado, principalmente HIV, seria devastadora”. 

O texto cita ainda que as filiais do laboratório “não possuíam sequer alvará e licença sanitária para funcionamento”, menciona uma série de exames com resultados falsos, além de 39 irregularidades constatadas na inspeção da Vigilância Sanitária. Os erros que causaram a infecção dos seis pacientes que receberam transplantes, inclusive, não foram “um fato isolado”, de acordo com a promotora. A denúncia também afirma que há “conduta negligente”, que demonstra “a indiferença com a vida e a integridade física dos pacientes transplantados e demais pacientes”. 

Outro trecho da denúncia corrobora a principal linha de investigação da Polícia Civil até aqui: de que a negligência com os protocolos de segurança no laboratório foi motivada “apenas por dinheiro” — ou seja, pela economia com os custos de tais práticas.


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