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MP pede suspensão de abatedouro em Envira por risco de acidentes aéreos

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com ação para suspender as atividades de um abatedouro de bovinos e suínos em Envira, no interior do Amazonas.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/01/2026 às 09:26 · Atualizado há 2 dias
MP pede suspensão de abatedouro em Envira por risco de acidentes aéreos
Foto: Reprodução / Arquivo

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com ação para suspender as atividades de um abatedouro de bovinos e suínos em Envira, no interior do Amazonas.

O estabelecimento funciona sem licenciamento ambiental e está localizado próximo ao espaço aéreo da cidade, o que aumenta o risco de colisões envolvendo aeronaves.

A ação pede a suspensão das atividades até que sejam obtidas todas as licenças ambientais e um plano de gerenciamento de risco de fauna.

Aeroporto de Envira no interior do Amazonas — Foto: Divulgação

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com uma ação civil pública para suspender as atividades de um abatedouro em Envira, no interior do estado. Segundo o órgão, o local funciona sem licenciamento ambiental e fica próximo ao espaço aéreo da cidade, o que aumenta o risco de acidentes com aeronaves.

De acordo com o MP, o abatedouro atrai urubus, aves que podem colocar em risco a segurança dos voos.

O MP solicita a suspensão imediata das atividades até o abatedouro consiga as licenças ambientais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e apresente um plano de gerenciamento de risco de fauna aprovado pela autoridade aeronáutica.

O MP pede ainda que seja anulada a certidão municipal que autorizou o funcionamento e cobra indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos. O valor deve ser destinado ao Fundo Estadual de Defesa do Meio Ambiente.

Segundo documentos requisitados à Prefeitura de Envira e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o abatedouro recebeu apenas uma Certidão Municipal de Conformidade Ambiental, que não substitui o licenciamento estadual ou federal. Para o MP, houve falha da prefeitura ao não exigir estudo de impacto ambiental e ao não buscar autorizações junto ao Ipaam e ao Ibama.

Diante das irregularidades ambientais e o risco de acidentes aéreos, o MP pediu à Justiça o encerramento das atividades do abatedouro.

O g1 solicitou nota da Prefeitura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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