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Minha Casa, Minha Vida deverá contratar 3 milhões de moradias até 2026

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/12/2025 às 14:18 · Atualizado há 6 dias
Minha Casa, Minha Vida deverá contratar 3 milhões de moradias até 2026
Foto: Reprodução / Arquivo

Wellton Supremo – Repórter da Dependência Brasil

Até o término de 2026, o governo pretende financiar 3 milhões de unidades do Minha Morada, Minha Vida (MCMV), disse nesta segunda-feira (8) o ministro das Cidades, Jader Rebento. Em moca da manhã com jornalistas, ele assegurou que não faltarão recursos para o programa habitacional.

Jader destacou que o programa deve terminar 2025 com murado de 2 milhões de moradias com o financiamento contratado desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A contratação de 1 milhão de unidades no próximo ano, ressaltou, é apoiada por um cenário de disponibilidade financeira e aquecimento do setor da construção social.

“Temos hoje a segurança para dar ao mercado de que não haverá falta de recurso no Minha Morada, Minha Vida. As pessoas podem contratar, as empresas podem confiar no programa que não terá nenhum tipo de soluço”, disse.

O ministro informou que há R$ 144,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para 2026, dos quais R$ 125 bilhões voltados à habitação popular. Também há R$ 5,5 bilhões do Orçamento destinados a vedar os subsídios para a Filete 1 urbana, ainda em estudo no Congresso, e R$ 17 bilhões do fundo da Caixa Econômica Federalista também usados para custear os subsídios.

Faixas de renda do Minha Morada, Minha Vida serão atualizadas

Jader anunciou que as faixas de renda do Minha Morada, Minha Vida serão atualizadas no início de 2026. A Filete 1, atualmente limitada a famílias com renda de até R$ 2.850, deverá contemplar quem ganha aproximadamente dois salários mínimos.

Segundo o ministro, a mudança acompanha a evolução do mercado de trabalho e a urgência de ampliar o alcance do programa para famílias que não conseguem acessar financiamentos no sistema tradicional.

Impacto na economia

O MCMV, destacou Jader Rebento, vem exibindo potente ritmo de prolongamento. Em novembro, foram registrados 80 milénio novos financiamentos, supra da média mensal de 60 milénio observada até outubro. Uma a cada três contratações tem sido direcionada à Filete 1.

“O PIB [Produto Interno Bruto] da construção social está puxando a economia brasileira, e quem está puxando a construção social é o Minha Morada, Minha Vida. Em São Paulo, 67% dos lançamentos são do programa”, afirmou o ministro.

O governo projeta chegar ao término de 2026 com média mensal de 80 milénio contratações, sustentando o setor e estimulando a geração de empregos.

Outrossim, Jader disse que o programa deve ampliar a oferta de unidades para a classe média, que hoje encontra menos opções no mercado. A meta é chegar a 10 milénio contratações para esse segmento até 2026, diante de as atuais 6 milénio.

Calendário eleitoral

Mesmo com as restrições impostas pelo calendário eleitoral, Jader garantiu que o ritmo de entregas não será afetado. Segundo ele, 60% das unidades previstas para 2026 ficarão prontas no primeiro semestre.

O próximo ano deve ser o mais robusto em entregas da atual gestão, com murado de 40 milénio unidades previstas. Antes do término de 2025, o governo pretende entregar ao menos 2 milénio moradias em diferentes regiões do país. O prazo médio entre a contratação do financiamento e a epílogo das obras, ressaltou o Ministério das Cidades, está de 18 a 22 meses.

O ministro confirmou que deixará o função até março de 2026 para concorrer a uma vaga de deputado federalista pelo Pará. Ele afirmou que a equipe do ministério está preparada para prometer perpetuidade ao programa durante o período eleitoral.

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