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Milei barra declaração conjunta da Celac que repudia a captura de Maduro

A Argentina, sob comando de Javier Milei, impediu a publicação de uma declaração conjunta da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) que...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 15:16 · Atualizado há 1 semana
Milei barra declaração conjunta da Celac que repudia a captura de Maduro
Foto: Reprodução / Arquivo

A Argentina, sob comando de Javier Milei, impediu a publicação de uma declaração conjunta da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) que repudiava a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo próprio Milei, que repostou uma publicação nas redes sociais afirmando que bloqueou o comunicado. Informações são de Luciana Taddeo, correspondente da CNN em Buenos Aires.

A reunião virtual entre os países da Celac foi convocada pela Colômbia, atual presidente temporária do bloco, a pedido do Brasil. Durante o encontro, alguns países propuseram um artigo mencionando o repúdio à captura de Maduro, mas a Argentina impediu que a declaração fosse publicada com unanimidade.

Milei, que anteriormente havia comemorado a captura de Maduro, considerou os recentes episódios na Venezuela como um avanço para a liberdade no continente.

Na fronteira entre Venezuela e Colômbia, especificamente na ponte internacional Francisco de Paula Santander, que conecta a cidade colombiana de Cúcuta com a cidade venezuelana de Urenha, o movimento permanece tranquilo. Não há alteração significativa na quantidade de pessoas entrando e saindo dos países.

Venezuelanos que cruzam a fronteira relatam uma "alegria calada" ou "alegria silenciosa" em seu país. Segundo esses relatos, muitos cidadãos venezuelanos estão contentes com a captura de Maduro, mas têm medo de se manifestar ou comemorar abertamente por temor de perseguições.

O governo colombiano, sob comando de Gustavo Petro, ordenou um reforço nas fronteiras com a Venezuela. Há mais militares presentes do que o habitual, incluindo carros blindados posicionados em pontos estratégicos. As autoridades militares colombianas afirmam que esta presença visa lidar com possíveis contingências humanitárias caso haja um aumento na migração venezuelana.

A situação na região é agravada pelas tensões entre a Colômbia e os Estados Unidos. Donald Trump tem feito ameaças a Gustavo Petro, chegando a sugerir que "uma operação na Colômbia seria uma boa ideia" e acusando o líder colombiano de ter vínculos com o tráfico de drogas.

Em resposta, Petro afirmou que, caso seja preso, a população deve defendê-lo saindo às ruas e tomando o poder em todos os municípios do país. O presidente colombiano também declarou que "a força pública da Colômbia está orientada a disparar no invasor e não na população", convocando uma resistência caso haja algum tipo de ataque ao país ou tentativa de capturá-lo, como ocorreu com Maduro.

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