ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x
Estão marcadas para hoje duas acareações entre três réus e uma testemunha no processo sobre a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022. As audiências serão feitas na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
Primeiro, o tenente-coronel Mauro Cid ficará frente a frente com o general da reserva Braga Netto. Eles são integrantes do chamado “núcleo crucial” da organização criminosa envolvida na trama golpista. Cid firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, enquanto Braga Netto nega envolvimento no plano.
Um dos principais pontos aportados deve ser a afirmação feita por Cid de que Braga Netto entregou a ele dinheiro em uma embalagem de vinho para financiar o plano de golpe.
Ministro Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Outra acareação será feita entre entre o ex-ministro da Justiça Anderson Torres — também réu na ação — e o general Freire Gomes, que comandava o Exército à época e participa do processo como testemunha.
As acareações foram solicitadas pelas próprias defesas, após os interrogatórios dos réus, realizados nos dias 9 e 10 de junho.
A defesa de Anderson Torres afirma que há divergências “frontais” entre os depoimentos do ex-ministro e do general Freire Gomes em pontos importantes da den´puncia. Já os defensores de Braga Netto sustentam que as declarações dele e de Mauro Cid apresentam contradições que precisam ser esclarecidas.
Prevista na legislação penal, a acareação é um procedimento em que pessoas cujos depoimentos apresentam contradições são colocadas frente a frente para esclarecer os fatos. Pode ser realizada entre acusados, entre testemunhas ou entre acusados e testemunhas.
Durante a audiência, os envolvidos respondem a perguntas e têm a chance de esclarecer os pontos controversos. A sessão é registrada por escrito.