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Masp é investigado por vender 20 cavaletes tombados de Lina Bo Bardi

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/06/2025 às 16:40 · Atualizado há 6 dias
Masp é investigado por vender 20 cavaletes tombados de Lina Bo Bardi
Foto: Reprodução / Arquivo

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O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Masp, é alvo de uma investigação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pela venda de 20 cavaletes projetados pela arquiteta Lina Bo Bardi para a galeria do museu. O Iphan diz não ter sido informado da comercialização das peças, feitas de concreto e cristal e tombadas em nível federal desde 2008.

Cada uma das peças foi precificada em R$ 75 mil. De acordo com o Iphan, a venda de itens tombados não é proibida, mas precisa ser devidamente comunicada, o que não ocorreu. Um dos cavaletes foi vendido por cerca de US$ 60 mil a um colecionador estrangeiro na feira norte-americana Art Basel Miami Beach, segundo informações da “Folha de São Paulo”.

No último dia 5, o órgão abriu processo administrativo “para apurar em que situação se encontra, no momento, o conjunto de cavaletes tombados”, afirmou em nota, reforçando que “o Iphan não foi informado sobre venda de cavaletes originais de Lina Bo Bardi tampouco autorizou a saída de qualquer um deles do país”.

Imagem de réplicas dos cavaletes originais de Lina Bo Bardi de 2015. (Foto: Metro Arquitetos)

O que diz o Masp?

O Masp emitiu nota informando que cinco cavaletes ainda estão à venda e seguem custando R$ 75 mil cada um. De acordo com o museu, os 20 cavaletes originais foram “retirados do espaço expositivo por não mais atenderem aos critérios técnicos e museológicos contemporâneos exigidos para a preservação e apresentação de obras de arte”.

Em 2015, após “um criterioso processo de readequação técnica e museológica”, foi desenvolvida uma nova geração de cavaletes em concordância com “padrões contemporâneos de conservação e expografia”, respeitando a “concepção original de Lina Bo Bardi”.

A comercialização dos cavaletes aposentados, produzidos pela arquiteta entre 1968 e 1996, foi iniciada em 2022 como meio de levantamento de recursos durante a pandemia, “para dar continuidade à programação cultural do museu”.

A nota do museu também sinaliza que “o parecer emitido pelo órgão federal ressalta o valor das peças enquanto expressão de um conceito expositivo inovador, e não como bens tombados de maneira individual e autônoma”.

Esse entendimento de que o tombamento não incide sobre os cavaletes individuais, mas sim sobre o “conjunto museográfico concebido por Lina Bo Bardi”, foi “ratificado tanto pela equipe jurídica interna do Masp quanto por pareceres de advogados externos especializados em patrimônio cultural”, argumenta o Masp, reiterando que a venda das peças “respeita os marcos legais de preservação do patrimônio”.

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