Publicidade
Capa / Brasil

Madeireira é condenada a pagar R$ 22,8 milhões por desmatar terra indígena no Pará

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/08/2025 às 05:00 · Atualizado há 2 dias
Madeireira é condenada a pagar R$ 22,8 milhões por desmatar terra indígena no Pará
Foto: Reprodução / Arquivo

ouça este conteúdo

00:00 / 00:00

1x

Por Brasil de Fato

A empresa Transporte e Comércio de Madeiras Bonfim (Transbon) foi condenada pela Justiça Federal a pagar uma indenização de R$ 22,8 milhões por danos ambientais na Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá (PA), onde vivem os povos Tembé, Timbira, Urubu-Kaapor e Guajajara.

A decisão, no último dia 3 de agosto, acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF), segundo a qual a empresa seria responsável por um esquema de extração ilegal de madeira, fraude de documentos e desmatamento de 1,7 mil árvores nativas.

Feita pelo MPF e pela Polícia Federal (PF) com apoio técnico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a investigação aponta que o esquema da Transbon começava com a derrubada das árvores na região onde vivem os Tembé.

Para simular a legalidade da madeira extraída, a empresa inseriu dados falsos nos sistemas oficiais de controle florestal. A prática se repetiu centenas de vezes entre 2008 e 2013, de acordo com o inquérito.

Terra Indígena Alto Rio Guamá tem 280 mil hectares e somente em 2024 garantiu desintrusão de colonos (Foto: Reprodução/Governo Federal)

Denúncia contra a madeireira

A denúncia acatada pela Justiça Federal é baseada em uma lista de laudos periciais que mostram a incompatibilidade entre a realidade e as operações que a empresa declarou. Entre elas, a de que motos ou carros de passeio teriam sido suficientes para transportar grandes quantidades de toras ou a de que 204 km teriam sido percorridos em 12 minutos.

Segundo o MPF, “a investigação encontrou vasta evidência material, incluindo fotografias de toras com a logomarca da empresa no pátio de extração, cadernos de contabilidade manuscritos pelos funcionários e depoimentos de auditores que participaram das fiscalizações”.

Além da indenização milionária, a Justiça decretou que a Transbon pague outros R$ 20 mil para entidades de defesa do meio ambiente. A empresa terá que prestar serviços à comunidade por meio do financiamento de projetos ambientais, obras de recuperação de áreas degradadas e manutenção de espaços públicos.

A madeireira ainda pode recorrer da decisão. O Brasil de Fato pediu um posicionamento para a Transbon, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria. Caso haja retorno, o texto será atualizado.

!function(f,b,e,v,n,t,s) {if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod? n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)}; if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version='2.0'; n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0; t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0]; s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,'script', ' fbq('init', '1407078100043444'); fbq('track', 'PageView');

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade