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Lula viaja e Ministério das Mulheres fica sem evento no 8M

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/03/2025 às 05:30 · Atualizado há 6 dias
Lula viaja e Ministério das Mulheres fica sem evento no 8M
Foto: Reprodução / Arquivo

Juliana Dal Piva e Igor Mello

O Ministério das Mulheres, comandado por Cida Gonçalves, decidiu adiar o lançamento da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, prevista para esta sexta-feira (7), por falta de agenda do presidente Lula. O evento era a principal agenda do Ministério das Mulheres mirando o Dia Internacional da Mulher, neste sábado (8).

Em comunicado distribuído nesta sexta, a pasta afirma que o evento será adiado para “data a ser definida” diante da sinalização de que o presidente da República pretende comparecer”. Nesta sexta-feira, Lula viajou à Varginha, no interior de Minas Gerais, para participar de agendas ligadas à reforma agrária.

O adiamento causou irritação entre mulheres do governo e também na base do presidente Lula já que há poucos dias Lula demitiu mais uma mulher de seu ministério, Nísia Trindade, que comandava a Saúde. Nísia foi a primeira mulher a comandar a pasta. Até o momento, Lula já demitiu as ministras do Esporte, Ana Moser, e do Turismo, Daniela Carneiro, e nomeou dois homens: André Fufuca e Celso Sabino, respectivamente. Além disso, decidiu substituir a presidente da Caixa, Rita Serrano, por Carlos Vieira.

A conferência tinha sido convocada, por meio de portaria publicada pelo Ministério das Mulheres, em dezembro de 2024, e tem previsão para ser realizada em setembro de 2025, em Brasília, mas ainda está sem data. A conferência não é realizada desde 2016, ainda sob o governo Dilma Rousseff.

Assim, a única manifestação do governo federal prevista para o dia 8 de março é uma  ação de mobilização da campanha “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, do Ministério das Mulheres, com a presença da ministra Cida Gonçalves no desfile das Campeãs do carnaval carioca, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí (RJ). No domingo (2), a ministra já tinha feito a primeira ação da campanha junto com Anielle Franco (Igualdade Racial), Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas), além de parlamentares e mulheres de diversos movimentos sociais e de comunidades do Rio de Janeiro.

No site do Ministério das Mulheres, a pasta informa que irá inaugurar ainda este mês a Casa da Mulher Brasileira de Palmas, no Tocantins. O programa, criado no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, é um dos principais eixos de atuação do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado em 2023. Até o momento, existem dez casas em funcionamento no país. Ao todo, 32 unidades das Casas da Mulher Brasileira estão em implementação pelo país, em diferentes fases.

A coluna procurou a assessoria da presidência, mas não obteve retorno.

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