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Lula e Petro trocam telefonema e expressam preocupação com uso da força na Venezuela

Os presidentes Lula da Silva (Brasil) e Gustavo Petro (Colômbia) tiveram conversa telefônica na tarde desta quinta-feira (8) para tratar da escalada de tensã...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 20:26 · Atualizado há 1 semana
Lula e Petro trocam telefonema e expressam preocupação com uso da força na Venezuela
Foto: Reprodução / Arquivo

Os presidentes Lula da Silva (Brasil) e Gustavo Petro (Colômbia) tiveram conversa telefônica na tarde desta quinta-feira (8) para tratar da escalada de tensão na Venezuela, em meio à intervenção militar dos Estados Unidos no país vizinho.

Em comunicado oficial, os dois mandatários manifestaram “grande preocupação” com o uso da força contra um país sul-americano, destacando que a ação representa violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da soberania venezuelana.

Segundo eles, esse tipo de operação cria um precedente “extremamente perigoso” para a paz e a segurança na região, bem como para a ordem internacional.

Lula e Petro concordaram que a situação na Venezuela deve ser enfrentada por meios pacíficos, com negociações e respeito à vontade do povo venezuelano.

Durante o diálogo, eles saudaram o anúncio feito na mesma tarde pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela sobre a liberação de presos nacionais e estrangeiros.

O presidente brasileiro informou que, a pedido das autoridades venezuelanas, o Brasil está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos, parte de um total de 300 toneladas arrecadadas, para repor estoques de produtos e soluções para diálise destruídos pelos bombardeios ocorridos no início de janeiro.

Ambos os líderes também reafirmaram a intenção de reforçar a cooperação regional em prol da paz e estabilidade na Venezuela, país com o qual Brasil e Colômbia compartilham longas fronteiras e historicidade de fluxos migratórios, ressaltando o acolhimento de grandes contingentes de migrantes venezuelanos nos últimos anos.

A conversa ocorre em meio à forte repercussão internacional após a ação militar dos Estados Unidos contra Caracas, que resultou na prisão do presidente deposto Nicolás Maduro e desencadeou críticas de governos e organismos multilaterais sobre a legalidade da operação.

Argumento utilizado é o de 'direito histórico de retorno operacional', por investimentos feitos pelos EUA durante a Segunda Guerra

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