Por Sílvia Vieira, g1 Santarém e Região — PA
Lixo deixado na praia Pajuçara, em Santarém, preocupa moradores.
Banhistas continuam deixando para trás o lixo produzido por eles em um dia de lazer.
Trabalho de recolher e dar a destinação adequada acaba ficando para os barraqueiros e moradores das proximidades da praia.
Banhistas deixam lixo espalhado na praia do Pajuçara
Um problema antigo segue gerando transtornos e preocupação para moradores de Comunidade Pajuçara, região do Eixo Forte, em Santarém, oeste do Pará: lixo na praia. Seja no inverno ou no verão, muitos banhistas continuam deixando para trás o lixo produzido por eles em um dia de lazer. O trabalho de recolher e dar a destinação adequada acaba ficando para os barraqueiros e moradores das proximidades da praia.
Aqui no Pajuçara, que é onde eu moro, é muito frequente. Porque aqui próximo de casa tem muitas árvores, as pessoas vêm e elas trazem redes, comida e tudo que é necessário para passar um dia na praia. O grande problema é que depois elas deixam todo o lixo, elas não levam, como se aqui passasse uma fiscalização pública ou um carro de lixo fazendo essa limpeza. E não tem, de fato não tem. Não sei se em alguma praia aqui de Santarém existe esse serviço, mas eu sei que aqui no Pajuçara não tem
— relatou a moradora Socorro Bentes.
Todo o lixo da praia precisa ser levado para a estrada asfaltada, que é a via por onde passa o caminhão coletor de lixo. A coleta é feita três vezes por semana: terça, quinta e sábado.
O grande problema é que as pessoas muitas vezes não colocam o lixo no depósito, elas colocam ao redor, jogam no chão mesmo. Elas não estão preocupadas com isso. É uma questão de educação, é uma questão cultural, enfim
— observou Socorro.
Ainda de acordo com a moradora, não é raro banhistas deixarem sacolas com lixo penduradas em galhos de árvores. "As pessoas deixam os lixos pendurados nas árvores, como se as árvores fossem fazer alguma coisa. Há mais ou menos 15 dias, eu e o meu marido pagamos para limparem a praia, porque ela estava nojenta. Garrafas, latas, papel, plástico, marmitex, fralda descartável, então de tudo tem um pouco. E aí nós pagamos uma pessoa para limpar. Mas isso também não é nem obrigação, nem responsabilidade nossa. Mas de vez em quando nós fazemos isso", contou Socorro.
Em praias onde o acesso é feito apenas pela via fluvial, o lixo deixado para trás pelos frequentadores gera ainda mais preocupação, porque na grande maioria das vezes, a sujeira vai parar no rio. Um exemplo disso é a praia do Arariá.
Socorro e o marido têm o hábito de remas nas horas vagas. Há alguns dias, quando passavam pela praia do Arariá se depararam com o lixo. "Tinha bastante lixo, porque as pessoas que chegam para lá de barco, de lancha, ou até mesmo de jet-sky, enfim, da forma como elas forem, elas também estão deixando o lixo e, já já, o rio enche e esse lixo vai ser levado também pela água".
O g1 fez contato com a Semma e a Semurb sobre a questão e aguarda retorno.
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