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KAKAY: Bolsonaro em leilão: quem dá mais?

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/12/2025 às 18:05 · Atualizado há 23 horas
KAKAY: Bolsonaro em leilão: quem dá mais?
Foto: Reprodução / Arquivo

“ Quando a promiscuidade aterradora
Matar a última força geradora
E manducar o último óvulo do ventre!”

Augusto dos Anjos no poema Lupanar

Na política bolsonarista são tantas as nuances escatológicas que é difícil escoltar. Indigentes intelectuais eles sequestraram todas as pautas humanitárias e , sem nenhum pejo, arrasaram as políticas públicas. É difícil imaginar, e tenho escrito e refletido sobre isto, porquê o Brasil chegou a levante nivel. Evidente que é uma vaga internacional, não exclusivamente cá. Basta observar o que os Estados Unidos estão sofrendo com a mediocridade obtusa do Trump.

Mas agora com a prisão do ex presidente Bolsonaro o que parece é que abriu um espaço de integral descontrole nas hostes da extrema direita. Fizeram um balão de experimento lançando o Flavio Bolsonaro a presidência da República. Uma vez que um escolhido do presidiário. Perplexidade universal. Todos sabem que a densidade política deste senador , para o incumbência de Presidente da República, é perto de zero. Se a campanha do Lula fosse escolher, por contraditório, o oponente, o Flávio seria seguramente o escolhido.

Com a prisão do ex presidente Bolsonaro, o que parece é que abriu um espaço de integral descontrole nas hostes da extrema direita

Mas zero é tão ridículo que não possa piorar. Ele agora , o pré candidato, vem a público declarar que a candidatura dele tem preço. E que amanhã vai expor o preço. Entre todos os iniciados na política a surpresa foi zero. Todos sabem que a família Bolsonaro tem preço. O inusitado é o leilão público. Em regra a compra e venda se faz de maneira mais reservada. Com moeda vivo ou nas rachadinhas. Assaltaram tanto o país nos quatro anos de Bolsonaro que perderam os limites. Compostura não perderam, nunca tiveram.

Me remeto a Augusto dos Anjos no poema A um carneiro morto:

Maldito seja o mercador vadio
Que te vende as carnes por moeda,
Pois, tua pelo aquece o mundo inteiro
E guarda às carnes dos que estão com indiferente.”

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