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Jovem vítima de bullying na Califórnia ganha R$ 5,5 milhões de indenização

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 23/06/2025 às 20:15 · Atualizado há 21 horas
Jovem vítima de bullying na Califórnia ganha R$ 5,5 milhões de indenização
Foto: Reprodução / Arquivo

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Eleri Irons, uma ex-aluna de uma escola na Califórnia, nos Estados Unidos, ganhou na Justiça americana, esta semana, o direito de receber uma indenização de US$ 1 milhão — cerca de R$ 5,5 milhões — por ter sofrido bullying na pré-adolescência. A jovem foi alvo de uma campanha de bullying que durou meses e incluiu ameaças de morte quando ela estava no ensino fundamental.

Em 2022, a determinação sobre a indenização já havia sido dada, contudo, só agora em 2025, após análise dos recursos da defesa, foi concluído que houve negligência do distrito escolar.

Hoje com 21 anos, Eleri relata que entre 2017 e 2028 ouvia ameaças e xingamentos dos colegas durante meses e que não recebeu assistência de sua instituição de ensino.

“Sou muito grata por ter podido compartilhar minha experiência e, principalmente, por finalmente ser levada a sério. Espero que, da próxima vez que uma criança pedir ajuda, a escola aja como deveria ter agido comigo”, disse Eleri após a sentença.

Eleri Irons sofreu bullying em uma escola da Califórnia  (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Segundo a jovem, eram comuns perseguições e assédio por parte de outros alunos, com até mesmo a criação de uma petição com o título “Let’s kill Eleri Irons” — “Vamos matar Eleri Irons” –, que circulou entre as turmas. Essas situações afetaram diretamente a saúde mental da vítima, resultando em transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e em episódios de automutilação.

Segundo ela, apesar de seus pedidos e de seus pais, a escola se negou a cuidar do assunto, alegando que a situação não passava de “drama de triângulo amoroso adolescente”.

Após a condenação em 2022, o distrito escolar anunciou a criação de duas novas vagas de segurança nas escolas de ensino fundamental e reforçou protocolos internos para a prevenção de casos semelhantes.

Bullying e condenação do distrito escolar

Em 2022 foi concluído que o Distrito Escolar Unificado de El Segundo (ESUSD) — onde Eleri estudava — havia sido negligente  ao não proteger a estudante. A Justiça determinou, então, o pagamento de US$ 700 mil por danos passados e US$ 300 mil por danos futuros, totalizando US$ 1 milhão.

O distrito recorreu, alegando falta de provas e questionando pontos do processo, mas, nesta semana, a Corte de Apelações da Califórnia manteve a sentença e rejeitou todos os argumentos.

De acordo com o processo, a diretora da escola, Melissa Gooden, mentiu sobre acionar a polícia quando soube da petição pela morte de Eleri. Gooden teria levado essa questão às autoridades apenas no dia seguinte, minutos antes de o pai da estudante chegar ao colégio para cobrar explicações.

Eleri foi chamada de “mentirosa, prostituta, infiel e ladra de namorados, zombavam dela nos corredores e chegou a receber um tapa na cara. Gritaram com ela pessoalmente e a assediaram online”, alegou o defensor.

Os pais de Eleri denunciaram o bullying, mas a direção da escola classificou o caso “como um drama sobre um triângulo amoroso adolescente”, disse Christa Ramey, advogada da estudante. “Esta decisão confirma o que o júri já sabia: Eleri foi ignorada em todos os níveis pelas pessoas que deveriam protegê-la”, declarou Christa.

De acordo com comunicado divulgado pelo escritório de defesa de Eleri, a escola protegeu a aluna que fazia bullying, porque “ela tinha conexões políticas e financeiras com a instituição”.

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