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Jovem que passou cinco dias perdido no Pico Paraná é recebido com festa surpresa ao chegar

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi recebido em casa com uma festa surpresa dos amigos e familiares na terça-feira (6), em Pinhais, na Região Metropolitana...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 17:16 · Atualizado há 1 dia
Jovem que passou cinco dias perdido no Pico Paraná é recebido com festa surpresa ao chegar
Foto: Reprodução / Arquivo

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi recebido em casa com uma festa surpresa dos amigos e familiares na terça-feira (6), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O jovem passou cinco dias perdido no Pico Paraná – ponto mais alto do Sul do Brasil e que tem um histórico de desaparecimentos e resgates.

Perdido, ele andou cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, onde pediu um celular emprestado, ligou para a irmã e comunicou que estava vivo.

Jovem que passou cinco dias perdido no Pico Paraná é recebido com festa surpresa

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi recebido em casa com uma festa surpresa dos amigos e familiares na terça-feira (6), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Assista ao vídeo acima.

Nas imagens, é possível observar que Roberto se emociona e abraça as pessoas que estão no local.

O jovem passou cinco dias perdido no Pico Paraná – ponto mais alto do Sul do Brasil e que tem um histórico de desaparecimentos e resgates. Perdido, ele andou cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, onde pediu um celular emprestado, ligou para a irmã e comunicou que estava vivo.

Vídeo mostra jovem chegando em fazenda para pedir ajuda após conseguir sair do Pico Paraná

Depois de encontrar ajuda, uma equipe do Corpo de Bombeiros se deslocou até o local onde o jovem estava e o levou para o hospital de Antonina, onde ele fez exames médicos e passou por procedimentos para reidratação.

Por responder bem ao tratamento, Roberto recebeu alta hospitalar na segunda-feira (6) e vai continuar a recuperação em casa, conforme a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Câmera térmica, drones, rapel e voluntários: buscas por jovem que desapareceu em montanha

No período de buscas, foram mais de 100 bombeiros e 300 voluntários mobilizados, com recursos como câmeras térmicas, drones e rapel. Roberto conta que, no primeiro dia perdido, ouviu um helicóptero e soube que procuravam por ele, mas depois, sem sinais, achou que haviam desistido.

No terceiro dia eu falei: 'Pô, eles podem ter cancelado as buscas, mas Deus está comigo e eu vou seguir esse destino aqui, esse caminho que ele me deu, caminho das pedras'

— afirmou.

Enquanto andava sozinho pela mata, chegou a pensar que jamais seria encontrado.

Eu pensei que era o fim, que eu já tinha talvez morrido. Alucinei em um momento assim. Mas eu pedi forças para Deus. Pedi forças para minha mãe, pensei em toda a minha família. Eu falei: 'Pô, eu quero chegar em casa bem e saudável. Só peço por proteção para isso'

— relembrou Roberto.

O jovem também agradeceu a todos os profissionais e voluntários que se reuniram para resgatá-lo.

Só tenho a agradecer a todos que subiram, quem fez as orações, quem sentiu essa emoção junto com a minha família, que também estava por lá. Eu só tenho a agradecer muito a Deus, também minha mãe, minha principal guia, e a todos, de coração mesmo. Muito obrigado quem estava por lá

— disse.

Jovem que passou cinco dias perdido no Pico Paraná é recebido com festa surpresa ao chegar em casa — Foto: Reprodução

Roberto iniciou a trilha no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga. Segundo relatos, ele se sentiu mal durante a subida.

Após descansarem e encontrarem outros dois grupos no cume, a dupla iniciou a descida com um dos grupos por volta das 6h30. Em um ponto anterior ao acampamento, o rapaz se separou do grupo. Momentos depois, conforme os bombeiros, o segundo grupo iniciou a descida, passou pelo ponto onde a vítima tinha ficado, mas não encontrou com ele.

Roberto posou para foto junto com equipe médica do Hospital Municipal de Antonina. — Foto: Sesa-PR

O analista jurídico Fabio Sieg Martins estava em um dos grupos de montanhistas que encontrou Roberto e a amiga na trilha. Ele conta que acionou os bombeiros ao chegar ao acampamento que fica na base do morro e perceber que o rapaz não tinha mais sido visto.

Quando a gente chegou no acampamento A1, venceu o 'grampos' e tudo mais, tava a menina na barraca. Aí eu pergunto para ela: 'Cadê o Roberto?' e ela não sabia do Roberto. Aí bateu o desespero, eu falei 'o guri deve ter se desorientado lá no [acampamento] A2, tá perdido lá em cima. [...] Aí nós voltamos. No primeiro ponto que dá sinal de celular, eu faço uma ligação para o Corpo de Bombeiros e situo o bombeiro da posição e das referências que nós tínhamos ali

— conta Martins.

No sábado (3), a Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento após a abertura de um Boletim de Ocorrência pela família do rapaz.

O delegado Glaison Lima Rodrigues colheu depoimento da jovem que acompanhava Roberto na trilha, além de outros montanhistas que o encontraram no caminho e familiares dele. Na ocasião, a polícia afirmou que não havia indício de crime e o caso era tratado como desaparecimento.

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