Iranianos que participaram dos protestos em Teerã nos últimos dias relataram à CNN experiências de esperança e brutalidade, com um aumento alarmante no número de mortos e feridos.
Cenas de esperança e violência nas ruas
Durante os protestos ocorridos na quinta (8) e sexta-feira (9), testemunhas relataram a presença de multidões imensas nas ruas de Teerã, refletindo um sentimento de esperança entre os manifestantes. No entanto, a situação rapidamente se deteriorou na noite de sexta-feira, quando as forças de segurança, armadas com fuzis militares, abriram fogo contra a população, resultando na morte de "muitas pessoas", conforme descreveram os manifestantes.
Número de mortos e feridos aumenta
De acordo com o grupo de direitos humanos HRANA, baseado nos Estados Unidos, o número de mortos desde o início dos protestos há duas semanas subiu para 466, com mais de 2.600 pessoas detidas em todo o país. Os relatos de feridos são igualmente alarmantes, com manifestantes descrevendo cenas de caos em hospitais, onde muitos feridos não conseguiram receber atendimento devido à superlotação e à falta de recursos.
Reação à repressão e discurso do líder supremo
A atmosfera de esperança que permeava os protestos foi abruptamente alterada após um discurso televisionado do líder supremo Ali Khamenei na noite de sexta-feira. Segundo os manifestantes, a repressão se intensificou logo após suas declarações. Um deles expressou a triste realidade de que "este regime não sairá derrotado sem o uso de força externa", refletindo a desesperança diante da violência do governo.
Destaques:
- Manifestantes relatam brutalidade policial em Teerã.
- Número de mortos nos protestos chega a 466.
- Discurso do líder supremo precede intensificação da repressão.