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Irã está sem internet há 48 horas enquanto protestos crescem, diz monitor

O bloqueio da internet no Irã completou 48 horas neste sábado (10), segundo a organização de vigilância em cibersegurança NetBlocks.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 16:26 · Atualizado há 22 horas
Irã está sem internet há 48 horas enquanto protestos crescem, diz monitor
Foto: Reprodução / Arquivo

O bloqueio da internet no Irã completou 48 horas neste sábado (10), segundo a organização de vigilância em cibersegurança NetBlocks.

O Irã está offline há 48 horas, e a telemetria mostra que o bloqueio nacional da internet permanece em vigor

— afirmou a NetBlocks em uma publicação na rede social X.

Um residente de Teerã confirmou hoje à CNN que o serviço de telefonia celular está indisponível na capital iraniana.

Dados de conectividade da internet mostram que o uso caiu para 1% do tráfego normal, a partir de 8 de janeiro de 2026. O país mergulhou em um apagão de internet à medida que protestos antigovernamentais se espalharam pelo país.

Na sexta-feira (9), o diretor da NetBlocks, Alp Toker, disse à CNN que alguns iranianos conseguiram se comunicar com o mundo exterior usando terminais Starlink contrabandeados ou sinal de celular de países vizinhos.

Os apagões nacionais costumam ser a estratégia preferida do regime quando há risco de uso de força letal contra manifestantes

— disse Toker, “com o objetivo de impedir a divulgação de notícias sobre o que está acontecendo no país e também limitar a atenção internacional.”

No entanto, um morador de Teerã, de 47 anos, disse anteriormente à CNN, sob condição de anonimato, que o apagão teve o efeito oposto, levando mais manifestantes aos protestos.

O corte da internet parece ter saído pela culatra, já que o tédio e a frustração levaram ainda mais pessoas às ruas

— declarou ele.

Pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas em todo o país durante as manifestações contra o atual regime, segundo a agência de notícias HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos.

A Guarda Revolucionária do Irã alertou neste sábado (10) que a proteção da segurança era uma "linha vermelha" e os militares prometeram proteger a propriedade pública, enquanto o regime intensificava os esforços para conter os protestos mais generalizados dos últimos anos.

Os Estados Unidos apoiam o bravo povo do Irã

— As declarações vieram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um novo alerta aos líderes iranianos na sexta-feira (9) e depois que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou neste sábado: .

Os protestos continuaram durante a noite. A mídia estatal informou que um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã, capital do país, e culpou "manifestantes violentos".

A TV estatal transmitiu imagens dos funerais de membros das forças de segurança que, segundo ela, foram mortos em protestos nas cidades de Shiraz, Qom e Hamedan.

Os protestos se espalharam por grande parte do Irã nas últimas duas semanas, começando como resposta à inflação crescente, mas rapidamente se tornaram políticos, com manifestantes exigindo o fim do regime islâmico.

As autoridades acusam os EUA e Israel de fomentarem os "distúrbios". Grupos de direitos humanos documentaram dezenas de mortes de manifestantes.

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