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Invasão dos EUA na Venezuela abre precedente para China também exercer força militar; ente

Política externa americana levanta dúvidas sobre a posição chinesa na América do Sul

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 21:45 · Atualizado há 3 horas
Invasão dos EUA na Venezuela abre precedente para China também exercer força militar; ente
Foto: Reprodução / Arquivo

Política externa americana levanta dúvidas sobre a posição chinesa na América do Sul

A invasão dos Estados Unidos na Venezuela acendeu alerta na China.

As Nações Unidas avaliam que as ações americanas na Venezuela abrem um "precedente perigoso" na geopolítica.

A operação de sábado é resultado da mudança da política externa do governo Donald Trump. Em dezembro, o presidente anunciou que estava atualizando a Doutrina Monroe que moldou a política externa do país por mais de 200 anos.

Essa doutrina prega a américa para os americanos. Um conceito que cria a divisão do mundo em esferas de influência - onde potências como a Rússia e China - teriam o controle sobre suas regiões. Ao longo de décadas ela foi usada pelos Estados Unidos pra justificar intervenções em países americanos.

A Europa não esconde a preocupação de como essa política de Trump pode desencadear um efeito dominó para novas intervenções. Os americanos deixaram uma porta aberta - um precedente "terrível" nas palavras de líderes europeus.

A China considera Taiwan uma província rebelde e o presidente Xi Jinping diz que quer retomá-la. A ilha é a maior produtora mundial de chips semicondutores - que estão em toda parte: de carros a geladeiras. Nessa virada de ano Pequim executou uma série de exercícios militares bem perto da ilha.

Mas essa politica expansionista também tem seus riscos para Pequim. A China é hoje a grande fabrica do mundo. Está conectada à cadeia produtiva de todos os continentes e as medidas intervencionistas podem ter impacto direto sobre os negócios chineses.

Na área de infraestrutura, a América Latina se tornou uma peça importante dos investimentos da China. A maioria dos países da região já faz parte da iniciativa trilionária conhecida como a nova rota da seda: uma estratégia de política externa de Pequim, que busca ampliar ainda mais a influência do país no mundo.

O Panamá foi um dos primeiros a assinar um acordo. Mas saiu em 2025, por pressão dos Estados Unidos, que queriam afastar a interferência chinesa do Canal do Panamá - que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

Em novembro de 2024, o presidente Xi Jinping foi até o Peru inaugurar o Porto de Chancay - que liga o território chinês à América Latina pelo Oceano Pacífico. A china investiu ali mais de US$ 3,5 bilhões de investimento .

O líder chinês anunciou também uma linha de crédito de 10 bilhões de yuans para investimentos de empresas chinesas em países latinos.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil e importava 70% do petróleo produzido na Venezuela.

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