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Inflação avança 0,33% em dezembro e fecha 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta

Em dezembro de 2025, a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), avançou 0,33%, ficando acima da taxa de novembro (...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/01/2026 às 09:41 · Atualizado há 2 dias
Inflação avança 0,33% em dezembro e fecha 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta
Foto: Reprodução / Arquivo

Em dezembro de 2025, a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), avançou 0,33%, ficando acima da taxa de novembro (0,18%), mas abaixo da taxa registrada em dezembro de 2024 (0,52%). Este foi o menor resultado para um mês de dezembro desde 2018 (0,15%). No ano, o indicador ficou em 4,26% , ou seja, abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central (4,5%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É a primeira vez dentro do governo Lula 3 que a inflação oficial fica abaixo do intervalo da meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 3% (centro), podendo oscilar entre 1,5% (piso) e 4,5% (teto).

No ano, o indicador ficou 0,57 ponto percentual abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e situando-se abaixo do teto da meta (4,5%). Este também foi o menor acumulado para o ano desde 2018 (3,75%).

O indicador também ficou abaixo do que previu o mercado financeiro, conforme o último Boletim Focus do Banco Central. Conforme a publicação, a mediana dos analistas consultados previam o IPCA em 4,31% em 2025.

O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 p.p.

esse é o quinto menor resultado da série desde o Plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)

— Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destaca que .

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%.

Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. Nos demais meses, a alta acumulada foi de 4,23%.

Os outros grupos apresentaram os seguintes resultados no acumulado de 2025:

no grupo Habitação, a participação da energia elétrica residencial gerou impacto no resultado acumulado no ano de 0,48 p.p., por conta de reajustes que variaram de -2,16% a 21,95%, além de uma maior prevalência de bandeiras tarifárias onerando a conta dos consumidores, diferentemente do que ocorreu em 2024 com 8 meses de bandeira verde, ou seja, sem custo adicional. Por outro lado, os alimentos para consumo no domicílio apresentaram queda ao longo do ano, em razão de maior oferta

— Contudo, Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, comenta que .

Entre os 377 subitens que têm seus preços considerados no cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano.

Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%.

Entre as quedas, destacam principalmente os produtos alimentícios:

Destacam-se, ainda, eletrodomésticos e equipamentos, aparelho telefônico e seguro voluntário de veículo, com impacto de -0,05 p.p. cada um.

Os preços dos produtos alimentícios subiram 2,95% em 2025, abaixo do resultado de 2024, quando registraram alta de 7,69%. Com os produtos não alimentícios, ocorreu o inverso: alta de 4,64% em 2025 frente aos 4,07% observados em 2024

— observa Gonçalves.

No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, e o agregado de preços monitorados, ou seja, administrados pelo governo, de 4,66% para 5,28%.

Entre as 16 localidades onde o IBGE faz o acompanhamento semanal dos preços, Vitória (4,99%) teve a maior variação em 2025, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%) e do plano de saúde (6,33%). Porto Alegre (4,79%) e São Paulo (4,78%) vieram a seguir.

O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Campo Grande (3,14%), com destaque das quedas do arroz (-31,01%), das frutas (-10,83%) e das carnes (-2,94%).

Em dezembro de 2025, a maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Transportes. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).

Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo

— Por outro lado, o grupo Habitação registrou queda de 0,33%, após subir 0,52% em novembro. O grupo foi influenciado pela queda de 2,41% da energia elétrica residencial, subitem de maior impacto negativo no índice do mês (-0,10 p.p.). , explica o gerente.

Os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro: Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e impacto de 0,07 p.p; Artigos de residência, com 0,64% e 0,02 p.p.; Vestuário, com 0,45% e 0,02 p.p.; Comunicação, com 0,37% e 0,02 p.p.; Despesas pessoais, com 0,36% e 0,04 p.p.; Alimentação e bebidas, com 0,27% e 0,06 p.p. e Educação, com 0,08% e 0,00p.p.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, teve alta de 0,21% em dezembro e ficou 0,18 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, o INPC havia sido de 0,48%.

Já no acumulado de 2025, 3,90%, o INPC fechou 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.

França, Irlanda e Hungria votaram contra a proposta. Acordo deve ser assinado na próxima semana, no Mercosul

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