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Índices futuros operam no campo positivo com o Fed no radar

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 18/12/2024 às 08:09 · Atualizado há 2 dias
Índices futuros operam no campo positivo com o Fed no radar
Foto: Reprodução / Arquivo

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em trajetória positiva, nesta manhã de quarta-feira (18), com os agentes de olho na reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), que deve anunciar nesta tarde sua decisão sobre os juros. Na sequência da divulgação, ocorre a tradicional entrevista do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell.

A expectativa de analistas é que o Fed reduza os juros em 25 pontos-base. Mas o foco do mercado está lá na frente, com os sinais que serão emitidos no comunicado da decisão e nas falas de Powell de como será conduzida a política monetária no governo do republicado Donald Trump, que tomará posse em janeiro.

Além disso, também está na agenda por lá as divulgações de outros indicadores macroeconômicos, como o índice do mercado hipotecário semanal e as licenças de construção do mês de novembro.

No campo corporativo, segue a temporada de balanços com General Mills, Birkenstock e Jabil antes da abertura dos mercados. Resultados de Micron Technology e Lennar saem após o fechamento dos mercados.

Por aqui, em dia de agenda fraca, o foco das atenções continua sendo a Câmara dos Deputados. Ontem (17), foi aprovado o primeiro texto que regulamenta a reforma tributária do consumo. Também foi aprovado o texto-base do projeto de ajuste fiscal. Hoje, devem ser votados o projeto que limita o ganho real do salário mínimo e a proposta de emenda à Constituição que restringe o acesso ao abono salarial de maneira gradual, ambos integrantes do pacote.

Na seara de indicadores, sai o fluxo cambial estrangeiro.

Brasil

O Ibovespa voltou a fechar no campo positivo na terça-feira (17), depois que os projetos de regulamentação da reforma tributária e o pacote fiscal começaram a avançar na Câmara dos Deputados. O principal indicador da Bolsa brasileira fechou o dia com alta de 0,92%, aos 124.698,04 pontos, um avanço de 1.137,98 pontos, após três dias seguidos fechando no vermelho.

Mais cedo ontem, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), sinalizando que a taxa Selic pode chegar a 14,25% em março. Isso significa duas altas de 1 ponto percentual nas duas primeiras reuniões do ano, em janeiro e março. Em suma, mais contração econômica, mais arrocho na vida do brasileiro. A alegria da economia crescendo, parece que vai durar pouco. Parabéns, autoridade monetária! Parabéns, Faria Lima!

O dólar à vista encerrou o dia com leve alta de 0,10%, cotado a R$ 6,0982.

Europa

As bolsas europeias operam com alta, enquanto os investidores aguardam a última decisão de política monetária do banco central dos EUA.

Das notícias da região, a inflação no Reino Unido subiu para 2,6% no ano até novembro, atendendo às expectativas, mas diminuindo ainda mais as esperanças de um corte de juros pelo Banco da Inglaterra na quinta-feira. A taxa de inflação anual do Reino Unido ficou em 2,3% em outubro.

FTSE 100 (Reino Unido): +0,14%
DAX (Alemanha): +0,09%
CAC 40 (França): -0,01%
FTSE MIB (Itália): -0,15%
STOXX 600: -0,06%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA sobem hoje, enquanto os agentes aguardam a decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), que deve reduzir os juros em 0,25 ponto percentual.

Dow Jones Futuro: +0,17%
S&P 500 Futuro: +0,17%
Nasdaq Futuro: +0,19%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam mistas, refletindo as perdas de Wall Street na véspera e a cautela dos investidores antes da decisão da política monetária norte-americana.

Por lá, os investidores analisam os dados comerciais do Japão antes da decisão do Banco do Japão sobre a taxa de juros, prevista para esta semana. As exportações japonesas registraram um crescimento de 3,8% em novembro na comparação anual. Por outro lado, as importações recuaram 3,8%, em contraste com as expectativas de um aumento de 1%.

Esses números resultaram em um déficit comercial de 117,6 bilhões de ienes (equivalente a US$ 765,2 milhões), acima da estimativa de um déficit de 688,9 bilhões de ienes.

Shanghai SE (China), +0,62%
Nikkei (Japão): -0,72%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,83%
Kospi (Coreia do Sul): +1,12%
ASX 200 (Austrália): -0,06%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta, com os investidores permanecendo cautelosos antes do esperado corte de juros pelo Fed.

Petróleo WTI, +0,54%, a US$ 70,46 o barril
Petróleo Brent, +0,42%, a US$ 73,52 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, estão previstos o índice do mercado hipotecário semanal, licenças de construção de novembro e o grande destaque do dia, que é a decisão da política monetária.

Por aqui, no Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que o projeto que limita o ganho real do salário mínimo (PL 4614/24) e a proposta de emenda à Constituição que restringe o acesso ao abono salarial de maneira gradual (PEC 45/24), que compõem o pacote de ajuste fiscal do governo, devem ser votados nesta quarta-feira (18) pelos parlamentares.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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