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Índices futuros dos EUA operam em alta com foco no Fed

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/08/2025 às 08:47 · Atualizado há 1 semana
Índices futuros dos EUA operam em alta com foco no Fed
Foto: Reprodução / Arquivo

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Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta sexta-feira (8), em recuperação após as perdas da véspera, enquanto investidores avaliam os movimentos do presidente Donald Trump em relação ao Federal Reserve.

Trump confirmou na quinta-feira (7) que escolheu o atual presidente do Conselho de Assessores Econômicos (CEA, na sigla em inglês), Stephen Miran, para ocupar, até 31 de janeiro, o cargo de diretor no Conselho do Federal Reserve (Fed), equivalente ao Banco Central americano. “Enquanto isso, continuaremos buscando um substituto permanente”, escreveu o republicano em sua rede, a Truth Social.

Miran é um crítico declarado da gestão de política monetária conduzida pelo presidente do Fed, Jerome Powell, que nos últimos meses vem sendo alvo de pressão de Trump, em uma ofensiva que inclui ofensas e ameaças de demissão porque o BC norte-americano não reduz os juros básicos da economia dos EUA.

O nome de Miran ainda precisa receber o aval do Senado. Se confirmado, Miran ocupará o posto deixado pela diretora do banco central Adriana Kugler, que anunciou sua renúncia ao cargo na semana passada.

Com a agenda de indicadores esvaziada, a atenção se volta para a temporada de balanços. A Petrobras (PETR4) reportou lucro de R$ 26,65 bilhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo anterior, e anunciou R$ 8,66 bilhões em dividendos e JCP. Também estão no radar os resultados de M. Dias Branco (MDIA3), Paranapanema (PMAM3), PDG Realty (PDGR3) e Wilson Sons (WSON33).

No cenário institucional, investidores acompanham o Fórum do Jota, que reúne autoridades como Diogo Abry Guillen, do Banco Central, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Brasil

O Ibovespa encerrou a quinta-feira (7) com alta de 1,48%, aos 136.527,61 pontos — um avanço de 1.989,99 pontos. É a quarta valorização consecutiva do principal índice da B3, feito que não ocorria desde maio, além de ser a primeira vez que o índice fecha acima dos 136 mil desde 11 de julho.

A recuperação da Bolsa vem acompanhada de uma valorização do real. O dólar comercial recuou 0,74%, cotado a R$ 5,423, com o mercado também reagindo positivamente à queda dos juros futuros (DIs), que fecharam em baixa ao longo de toda a curva.

No cenário internacional, os mercados operaram com instabilidade. Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump — que prometeu tarifas pesadas sobre chips e semicondutores — provocaram incertezas. “Se você estiver construindo nos EUA, não haverá cobrança”, afirmou, em tom de pressão, referindo-se a gigantes como a Apple.

Europa

As bolsas europeias operam majoritariamente no campo positivo, após o Kremlin confirmar que o presidente russo, Vladimir Putin, se encontrará com o presidente dos EUA, Donald Trump, nos próximos dias, aumentando as expectativas de um fim diplomático para a guerra na Ucrânia.

STOXX 600: +0,20%
DAX (Alemanha): -0,26%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,05%
CAC 40 (França): +0,23%
FTSE MIB (Itália): +0,65%

Estados Unidos

Os índices futuros avançam hoje, depois que as tarifas “recíprocas” de Trump entraram em vigor à meia-noite de quinta-feira, com algumas das taxas mais altas incluindo a de 41% da Síria e a taxa de 40% imposta ao Laos e Mianmar.

Dow Jones Futuro: +0,16%
S&P 500 Futuro: +0,22%
Nasdaq Futuro: +0,26%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam de forma mista nesta sexta-feira, acompanhando o desempenho misto de Wall Street na véspera. O Nikkei, do Japão, liderou os ganhos na região, subindo 1,8% após o negociador comercial japonês anunciar que os EUA concordaram em encerrar o chamado acúmulo de tarifas universais e reduzir os impostos sobre automóveis.

Shanghai SE (China), -0,12%
Nikkei (Japão): +1,85%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,89%
Nifty 50 (Índia): -0,68%
ASX 200 (Austrália): -0,28%

Petróleo

Os preços do petróleo operam perto da estabilidade, mas caminham para suas maiores perdas semanais desde o final de junho, com os traders preocupados com o impacto global das tarifas.

Petróleo WTI, -0,23%, a US$ 63,73 o barril
Petróleo Brent, -0,14%, a US$ 66,34 o barril

Agenda

Agenda internacional esvaziada nesta sexta-feira (8).

Por aqui, no Brasil, o diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Nilton David, afirmou que a decisão de manter a Selic em 15% representa uma “interrupção” no ciclo de alta, e não uma pausa. Segundo ele, o Copom precisa de mais tempo e dados para confirmar que está no caminho certo no combate à inflação. A interrupção busca avaliar os efeitos das medidas já tomadas, diante de um cenário incerto marcado por tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. David disse que os juros seguem em nível contracionista e podem ser ajustados conforme a evolução do quadro econômico.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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