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Índices futuros avançam de olho em cortes nos juros nos EUA

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/08/2025 às 08:18 · Atualizado há 1 dia
Índices futuros avançam de olho em cortes nos juros nos EUA
Foto: Reprodução / Arquivo

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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta terça-feira (5), estendendo os ganhos da véspera em meio à crescente expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense). Segundo o CME FedWatch, as chances de uma redução já em setembro subiram para 94%, ante 63% na semana passada, refletindo a confiança do mercado em ao menos dois cortes até o fim do ano.

Resultados corporativos também sustentam o otimismo. As ações da Palantir dispararam no after-market após a empresa superar projeções de lucro e registrar, pela primeira vez, receita trimestral acima de US$ 1 bilhão.

No Brasil, o foco está na ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada às 8h, que pode sinalizar o início do ciclo de cortes da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. O mercado está dividido: parte dos analistas vê espaço para reduções ainda este ano, enquanto outros apontam para 2026.

Outros dados locais relevantes incluem o PMI de serviços de julho, às 10h, que deve oferecer pistas sobre a atividade econômica no setor. Nos EUA, a agenda inclui balança comercial, PMI e ISM de serviços, além dos estoques de petróleo.

Apesar do calendário carregado, a atenção também se volta à repercussão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A detenção gerou críticas do governo dos EUA, que acusou o ministro Alexandre de Moraes de violar direitos humanos. A tensão pode afetar as tratativas comerciais entre os presidentes Lula e Donald Trump. Trump concede entrevista à CNBC às 9h (horário de Brasília).

Brasil

O Ibovespa iniciou a semana com alta de 0,40%, aos 132.971 pontos, tentando interromper uma sequência de quatro semanas de queda. O avanço acompanha o otimismo global, especialmente após a recuperação expressiva das bolsas em Nova York, que subiram mais de 1% na segunda-feira (4).

O dólar comercial caiu 0,69%, a R$ 5,506, com mínima intradiária abaixo de R$ 5,50, enquanto os juros futuros recuaram em toda a curva, refletindo menor aversão ao risco e expectativas de corte de juros nos EUA em setembro. A liquidez, no entanto, seguiu fraca na B3, com cerca de 1 milhão de negócios — reflexo da cautela pós-“tarifaço”.

A recuperação dos mercados ocorre após um relatório de emprego fraco nos EUA na última sexta-feira, o que reacendeu apostas de que o Federal Reserve possa finalmente flexibilizar a política monetária.

Europa

As bolsas europeias mistas, com os investidores dividindo as atenções entre negociações tarifárias e resultados corporativos.

STOXX 600: +0,14%
DAX (Alemanha): +0,35%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,24%
CAC 40 (França): -0,01%
FTSE MIB (Itália): -0,02%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA estão em trajetória positiva, nesta terça-feira (5), com os investidores atentos a balanços de empresas como Pfizer, Yum! Brands e Fox, e à divulgação de indicadores econômicos, como a balança comercial e o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços.

Dow Jones Futuro: +0,07%
S&P 500 Futuro: +0,09%
Nasdaq Futuro: +0,12%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta. No Japão, o índice de gerentes de compras (PMI) de serviços finais do S&P Global subiu para 53,6 em julho, ante 51,7 em junho, registrando a maior expansão desde fevereiro. A atividade de serviços na China cresceu no mês passado em seu ritmo mais rápido em mais de um ano.

Enquanto isso, os indicadores indianos caíram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou planos de aumentar significativamente as tarifas sobre as exportações indianas para o país.

Shanghai SE (China), +0,96%
Nikkei (Japão): +0,64%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,68%
Nifty 50 (Índia): -0,46%
ASX 200 (Austrália): +1,23%

Petróleo

Os preços do petróleo caminham para o quarto dia de queda, com os investidores avaliando o impacto dos riscos ao fornecimento russo, com o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificando sua ameaça de penalizar a Índia pela compra de petróleo bruto de Moscou.

Petróleo WTI, -0,20%, a US$ 66,16 o barril
Petróleo Brent, -0,15%, a US$ 68,66 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados da balança comercial de junho e o PMI e ISM de serviços de julho.

Por aqui, no Brasil, o governo federal anunciou que priorizará produtos da indústria nacional na compra de R$ 2,4 bilhões em equipamentos para o SUS (Serviço Único de Saúde), mesmo com preços até 20% maiores que os importados. A medida vem após Trump elevar para 50% a tarifa sobre produtos brasileiros. Os itens serão adquiridos via edital do Novo PAC e incluem desde cadeiras de rodas até ultrassons. Alckmin afirmou que compras públicas são ferramenta para proteger a economia.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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