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Incêndio atinge pavilhões da COP30 em Belém; não há feridos

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 20/11/2025 às 16:04 · Atualizado há 1 dia
Incêndio atinge pavilhões da COP30 em Belém; não há feridos
Foto: Reprodução / Arquivo

Por Alexa Salomão, Augusto Pinho, Fábio Pupo, Geovana Oliveira, Jéssica Maes, João Gabriel, Jorge Abreu, Pedro Lovisi, Vinicius Sassine, Danilo Verpa, Gustavo Zeitel e Nicola Pamplona

(Folhapress) – Um incêndio atingiu os pavilhões da COP30 em Belém (PA) no início da tarde desta quinta-feira (20). As chamas começaram nos setores dedicados aos países, causando correria entre os participantes da conferência. A robustez elétrica foi cortada no sítio, e as labaredas chegaram a furar os toldos dos estandes.

A organização da COP30 afirmou que o incêndio na zona sul foi controlado e que não há feridos. As equipes de bombeiros e de segurança trabalham agora no rescaldo e monitoram a situação.

Ainda não se sabe, porém, a razão do incêndio. O ministro do Turismo, Celso Sabino, disse que o incêndio pode ter começado em decorrência de um limitado volta. Ele também defendeu a escolha da capital paraense uma vez que sede da COP30. “Não vai grudar a teoria de que Belém não deveria sediar a COP”, disse ele.

Incêndio interrompeu negociações

O incidente ocorre na período final da conferência, quando os países tentavam fechar o texto final do congraçamento. Com o incêndio, a negociação foi interrompida e ainda não se sabe quando elas vai reencetar.

No meio da correria causada pelo incêndio, a caixa traste Dielly Silva presenciou as chamas que, segundo ela, se espalhavam com muita rapidez. “Levei um susto, todo mundo correndo, praticamente passando por cima de todo mundo. A gente tentou encontrar um lugar mais tranquilo para decorrer”, contou. “Todo mundo gritava para transpor: incêndio, incêndio, em vários idiomas”.

Pessoas tiveram que transpor da COP30 usando escadas para evadir do incêndio que atinge o pavilhão dos países. Na primeira semana do evento, a ONU enviou uma epístola à organização pontuando problemas na infraestrutura e na segurança.

O secretário-executivo da UNFCCC (o braço climatológico das Nações Unidas), Simon Stiell, assinou o documento demandando que a proteção seja reforçada e que os problemas (uma vez que alagamentos e altas temperatura no envolvente) sejam resolvidos.

Incêndio em pavilhão da COP30 (Foto: Tânia Rêgo/Sucursal Brasil)

Meses antes do início da conferência, dezenas de negociadores assinaram uma epístola endereçada ao governo Lula e a Stiell pressionando para que a COP30 fosse transferida, ao menos em secção, para outra cidade — as reclamações eram sobre os altos preços de hospedagem e os problemas de infraestrutura da capital paraense.

O governo federalista optou por mantê-la em Belém, e o próprio Lula destacou que isso demonstrava um ato de coragem. O presidente argumentou que seria mais fácil realizar o evento em uma cidade pronta para recebê-lo, mas destacou a preço de sediar as reuniões climáticas na Amazônia pela primeira vez.

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