Por Alexa Salomão, Augusto Pinho, Fábio Pupo, Geovana Oliveira, Jéssica Maes, João Gabriel, Jorge Abreu, Pedro Lovisi, Vinicius Sassine, Danilo Verpa, Gustavo Zeitel e Nicola Pamplona
(Folhapress) – Um incêndio atingiu os pavilhões da COP30 em Belém (PA) no início da tarde desta quinta-feira (20). As chamas começaram nos setores dedicados aos países, causando correria entre os participantes da conferência. A robustez elétrica foi cortada no sítio, e as labaredas chegaram a furar os toldos dos estandes.
A organização da COP30 afirmou que o incêndio na zona sul foi controlado e que não há feridos. As equipes de bombeiros e de segurança trabalham agora no rescaldo e monitoram a situação.
Ainda não se sabe, porém, a razão do incêndio. O ministro do Turismo, Celso Sabino, disse que o incêndio pode ter começado em decorrência de um limitado volta. Ele também defendeu a escolha da capital paraense uma vez que sede da COP30. “Não vai grudar a teoria de que Belém não deveria sediar a COP”, disse ele.
Incêndio interrompeu negociações
O incidente ocorre na período final da conferência, quando os países tentavam fechar o texto final do congraçamento. Com o incêndio, a negociação foi interrompida e ainda não se sabe quando elas vai reencetar.
No meio da correria causada pelo incêndio, a caixa traste Dielly Silva presenciou as chamas que, segundo ela, se espalhavam com muita rapidez. “Levei um susto, todo mundo correndo, praticamente passando por cima de todo mundo. A gente tentou encontrar um lugar mais tranquilo para decorrer”, contou. “Todo mundo gritava para transpor: incêndio, incêndio, em vários idiomas”.
Pessoas tiveram que transpor da COP30 usando escadas para evadir do incêndio que atinge o pavilhão dos países. Na primeira semana do evento, a ONU enviou uma epístola à organização pontuando problemas na infraestrutura e na segurança.
O secretário-executivo da UNFCCC (o braço climatológico das Nações Unidas), Simon Stiell, assinou o documento demandando que a proteção seja reforçada e que os problemas (uma vez que alagamentos e altas temperatura no envolvente) sejam resolvidos.
Meses antes do início da conferência, dezenas de negociadores assinaram uma epístola endereçada ao governo Lula e a Stiell pressionando para que a COP30 fosse transferida, ao menos em secção, para outra cidade — as reclamações eram sobre os altos preços de hospedagem e os problemas de infraestrutura da capital paraense.
O governo federalista optou por mantê-la em Belém, e o próprio Lula destacou que isso demonstrava um ato de coragem. O presidente argumentou que seria mais fácil realizar o evento em uma cidade pronta para recebê-lo, mas destacou a preço de sediar as reuniões climáticas na Amazônia pela primeira vez.