No momento em que David Schmidt Prado, de 37 anos, foi esfaqueado e morto, um policial militar de folga estava treinando no local e deteve Lucas Wancler Ferreira dos Santos.
Em depoimento, o policial militar relatou que, a princípio, achou que alguém estava assaltando o estabelecimento. Porém, os gritos de David fizeram ele entender a situação.
Lucas Wancler Ferreira dos Santos foi preso em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel e pela dificuldade de defesa da vítima.
Homem é assassinado em academia do PR após emboscada em estacionamento
No momento em que David Schmidt Prado, de 37 anos, foi esfaqueado e morto, um policial militar de folga estava treinando no local e deteve Lucas Wancler Ferreira dos Santos. O homicídio aconteceu em uma academia de Londrina, no norte do Paraná.
Segundo a Polícia Civil, David foi vítima de uma emboscada motivada por ciúmes. As câmeras de segurança do estabelecimento registraram o crime, na segunda-feira (5). Assista acima.
O nome do policial militar não será divulgado porque ele é considerado uma testemunha do caso.
Em depoimento, o policial militar relatou que, a princípio, achou que alguém estava assaltando o estabelecimento. Porém, os gritos de David fizeram ele entender a situação.
Em seguida, o policial relatou que imobilizou Lucas e o questionou o motivo das agressões.
Lucas Wancler Ferreira dos Santos foi preso em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel e pela dificuldade de defesa da vítima. No depoimento, ele permaneceu em silêncio. Clique aqui para ler a manifestação da defesa na íntegra.
Conforme o relatório da Polícia Civil, as imagens das câmeras mostram Lucas sentado no estacionamento da academia, mexendo no celular, às 18h41 da segunda-feira. Quando David passou por ele, saindo do treino, Lucas se levantou e colocou a faca nas costas enquanto se aproximava.
Os dois conversaram brevemente antes de David ser ferido pelo primeiro golpe. Apesar de tentar fugir, foi atingido cinco vezes no total: quatro enquanto estava no estacionamento e uma depois de pular a catraca e buscar ajuda na academia.
Momento em que Lucas aborda David e esconde a faca atrás do corpo. — Foto: Reprodução
clamava por socorro e por atendimento médico
— O relatório da polícia ainda cita que, enquanto David , Lucas ficou "observando por vários segundos o sofrimento imposto, sem prestar qualquer auxílio".
Foi neste momento em que o policial militar rendeu Lucas e impediu que as agressões continuassem.
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi à academia, mas David não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo dele foi recolhido pela Polícia Científica de Londrina.
A Polícia Militar (PM-PR) esteve no estabelecimento, conduziu Lucas à delegacia e apreendeu a faca usada no homicídio.
O delegado Vitor Dutra explicou que David "teria tido um caso" com a companheira de Lucas, como apontou a apuração inicial. O crime permanece sendo investigado
David Schmidt Prado tinha de 37 anos e, segundo familiares, deixou um filho de seis anos.
Ele trabalhava no setor administrativo de uma rede de postos de combustíveis em Londrina. A família dele é de Cornélio Procópio, cidade a 67 quilômetros de distância e onde aconteceu o sepultamento, nesta quarta-feira (7).
David Schmidt Prado, de 37 anos, morreu após ser esfaqueado dentro de uma academia de Londrina. — Foto: Cedida/Família
Lucas foi preso e permaneceu em silêncio durante o depoimento. — Foto: Reprodução
Em nota, a advogada Thais Indiara Pereira dos Santos, que representa Lucas, disse que ainda trata-se de uma investigação inicial. Leia na íntegra:
"Em relação aos fatos recentemente divulgados, a defesa técnica esclarece que o caso encontra-se em fase absolutamente inicial de apuração, ainda pendente de análise judicial e produção completa de provas.
Neste momento, qualquer juízo definitivo sobre autoria, motivação ou enquadramento jurídico revela-se precipitado e incompatível com o devido processo legal. A defesa acompanha os atos investigativos, confia no trabalho das autoridades constituídas e exercerá plenamente o contraditório e a ampla defesa no momento e no local adequados, que são os autos do processo.
A defesa não concorda com a divulgação e utilização de provas ou conteúdos vazados dos autos, tais como interrogatórios, imagens ou registros do local dos fatos, por entender que a exposição indevida de elementos probatórios compromete a regularidade da investigação, o direito de defesa e a própria lisura do processo penal.
Reitera-se que o respeito às garantias constitucionais, especialmente à presunção de inocência e ao direito ao silêncio, é essencial para a condução equilibrada e justa de casos de alta repercussão social."
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