Publicidade
Capa / Brasil

Hugo Motta some após atos contra PEC da Bandidagem

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 22/09/2025 às 07:11 · Atualizado há 3 dias
Hugo Motta some após atos contra PEC da Bandidagem
Foto: Reprodução / Arquivo

Por Cleber Lourenço

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fiador da chamada PEC da Bandidagem, desapareceu do debate público após aprovar a proposta no Plenário. Sua última declaração ocorreu na última sexta-feira (18), quando anunciou o deputado Paulinho da Força (Solidariedade) como relator do PL da anistia.

Desde então, Motta manteve silêncio absoluto. Não deu entrevistas, não publicou novas notas e tampouco falou à imprensa ou a interlocutores públicos. O silêncio permaneceu mesmo diante da pressão dos protestos que levaram milhares de pessoas às ruas em todas as capitais e em mais de 30 cidades. Em João Pessoa (PB) e Natal (RN), o deputado virou alvo direto de palavras de ordem. Em São Paulo, levantamento do Monitor do Debate Político do CEBRAP apontou mais de 40 mil pessoas reunidas na Avenida Paulista.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Para Alcolumbre, Motta armou bomba para o Senado

Enquanto isso, no Senado, a articulação da PEC segue a passos largos para enterrar a medida. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça. O relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), confirmou que apresentará na quarta-feira (24) um parecer contrário.

Senadores de diferentes partidos, como Eduardo Girão (Novo-CE), já anunciaram voto contra e classificaram a medida como indefensável. A postura de esquiva de Motta com o tema, inclusive, irritou senadores e gerou desconforto até mesmo em Alcolumbre, que passou a, nos bastidores, cobrar uma posição mais clara do presidente da Câmara. Na visão de Alcolumbre, Motta criou um problema para o Congresso e deixou a bomba para o Senado desarmar.

A pressão também parte da sociedade civil. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) divulgou nota alertando que a PEC fragiliza a transparência e reintroduz o voto secreto em processos de responsabilização de parlamentares. Organizações que acompanharam os atos reforçaram essa crítica.

O silêncio de Motta contrasta com a intensidade da reação popular e política. Para além da defesa feita dias antes, a ausência de manifestações do presidente da Câmara amplia a percepção de que a PEC deve enfrentar forte resistência no Senado nesta semana e encontrar seu fim nos próximos dias.

!function(f,b,e,v,n,t,s) {if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod? n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)}; if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version='2.0'; n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0; t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0]; s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,'script', ' fbq('init', '1407078100043444'); fbq('track', 'PageView');

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade