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Expectativa: Inflação de 2025 deve ter encerrado abaixo do teto da meta

A inflação no Brasil deve ter encerrado 2025 com alta de 4,30%, ficando abaixo do limite superior da meta do Banco Central pelo segundo mês consecutivo em de...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 12:06 · Atualizado há 6 dias
Expectativa: Inflação de 2025 deve ter encerrado abaixo do teto da meta
Foto: Reprodução / Arquivo

A inflação no Brasil deve ter encerrado 2025 com alta de 4,30%, ficando abaixo do limite superior da meta do Banco Central pelo segundo mês consecutivo em dezembro, segundo a mediana das estimativas de 20 economistas consultados pela Reuters nas últimas duas semanas.

A meta contínua para a alta dos preços medida pelo IPCA é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Em novembro, o IPCA acumulou em 12 meses avanço de 4,49%, indo abaixo do teto do objetivo pela primeira vez desde setembro de 2024 em meio à política monetária restritiva do BC.

O IBGE divulgará os dados do IPCA de dezembro na sexta-feira em meio a expectativas para o início dos cortes da Selic, atualmente em 15%, enquanto o Banco Central vem pregando cautela.

Segundo nossas projeções, alimentos devem ter fechado com alta de apenas 1,5% e serviços, de 6,0%. Enxergamos o mercado de trabalho apertado como principal razão por trás dessa piora na inflação de serviços ao longo de 2025

— disse Flavio Serrano, economista chefe Banco BMG.

A taxa de desemprego no Brasil caiu nos três meses até novembro para o menor nível desde o início da série histórica, em 2012, em contraste com outros indicadores que refletem uma economia mais fraca.

No mês de dezembro, a expectativa na pesquisa é de uma alta de 0,35% do IPCA, ante 0,18% em novembro.

A aceleração dos preços livres, dado a sazonalidade de fim de ano, em conjunto com serviços, que ainda oscilam positivamente, devem ser os principais contribuintes para inflação mais alta (no mês)

— disse Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating.

Além da trajetória ainda elevada dos preços dos serviços, o BC também está atento às expectativas de inflação, que estão em lento declínio e apontam atualmente para uma taxa de 4,06% no final de 2026, de acordo com a última pesquisa Focus.

A próxima reunião do BC será em 27 e 28 de janeiro. A maioria dos economistas afirmou, em uma pesquisa separada da Reuters no mês passado, que espera manutenção da Selic, prevendo o início dos cortes dos juros em março, no segundo encontro do ano.

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