O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (9) que o governo federal trabalha com a expectativa de que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entre em vigor ainda em 2026.
Nesta sexta, apesar da resistência da França, o Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado da União Europeia, ratificou o aval ao acordo de livre comércio com o Mercosul numa reunião realizada em Bruxelas.
No próximo passo, o acordo precisará ser aprovado por maioria simples no Parlamento Europeu e avalizado pelos parlamentos nacionais de cada país do Mercosul.
O vice-presidente explicou, no entanto, que, caso o acordo seja aprovado pelo Congresso brasileiro e pelo Parlamento Europeu ainda no primeiro semestre, o Brasil não dependerá da ratificação dos parlamentos de outros países do Mercosul, como Argentina e Paraguai, para que o tratado entre em vigor.
Nossa expectativa é de vigência ainda esse ano
— disse Alckmin.
O vice-presidente também afirmou que o acordo é “fundamental” para o mundo em um momento de instabilidades e conflitos globais, ao demonstrar a força do multilateralismo.
Esse acordo fortalece o multilateralismo, o comércio com regras, aumenta e promove investimentos. Em um momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo
— disse.
Apesar da resistência da França, o Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado da União Europeia, ratificou o aval ao acordo de livre comércio com o Mercosul numa reunião realizada em Bruxelas.
O aval da Itália abriu caminho para que o Conselho formasse maioria para a aprovação. Era necessário que ao menos 15 dos 27 países, representando ao menos 65% da população do bloco, fosse favorável ao tratado.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou que o acordo fechado entre Mercosul e União Europeia será assinado no próximo sábado (17), no Paraguai.