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Ex-preso político da Venezuela: Maduro vai sentir “na pele”

Juan Carlos Urbina, ex-prisioneiro político do regime venezuelano, afirmou em entrevista à correspondente da CNN Luciana Taddeo que Nicolás Maduro agora vai ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 23:46 · Atualizado há 1 semana
Ex-preso político da Venezuela: Maduro vai sentir “na pele”
Foto: Reprodução / Arquivo

o que é estar preso, após a captura do líder venezuelano pelos Estados Unidos.

— Juan Carlos Urbina, ex-prisioneiro político do regime venezuelano, afirmou em entrevista à correspondente da CNN Luciana Taddeo que Nicolás Maduro agora vai sentir "na peleDe certa forma, eu, que fui preso político, sinceramente não me alegro, nem comemoro como muitos, porque eu sei qual é o sentimento de estar preso. Mas, por outro lado, me dá um conforto porque, no fim, ele está vivendo na pele o que vivi", disse o ex-prisioneiro.

Urbina, que foi vereador do partido Vente Venezuela, da líder opositora María Corina Machado, esteve detido pelo regime chavista entre julho e dezembro de 2024. Sua prisão ocorreu quando ele foi levar comida a um conhecido que havia sido detido durante os protestos pós-eleitorais na Venezuela. As autoridades encontraram em seu bolso um cartão que o identificava como ex-vereador do partido de María Corina, motivo suficiente para sua detenção.

Estar com algemas nas mãos e nos pés, que você quase não consegue andar, e sentir que o mundo vai acabar para você, sem saber quando vai sair, sem horizonte

— Ao ser questionado sobre como se sentiu ao ver as imagens de Maduro capturado, o ex-prisioneiro político descreveu a experiência de estar algemado: , explicou Urbina, referindo-se ao que acredita que Maduro esteja sentindo no momento.

Isso é o que ele está sentindo neste momento, e que sinta o que muitos venezuelanos sentiram, muitos jovens que foram presos sem fazer absolutamente nada

— declarou o ex-prisioneiro político. "Aí é onde nós dizemos: viva a experiência, para que veja o que é estar preso", completou Urbina.

A entrevista ocorreu em Cúcuta, cidade colombiana na fronteira com a Venezuela, onde manifestações foram realizadas tanto em apoio ao presidente colombiano Gustavo Petro, contra ameaças de Donald Trump, quanto em defesa de Maduro. Na ponte que conecta Cúcuta à cidade venezuelana de San Antonio de Táchira, manifestantes chavistas pediam a libertação de Maduro, afirmando que sua captura foi um "sequestro ilegal".

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