Um Inquérito da Policial Militar (IPM) do Superior Tribunal Militar (STM), com mais de 600 páginas, afirmou que o chamado caso “ET de Varginha” não passou de um grande engano.
O documento, produzido ainda nos anos 1990 e disponível no site do órgão, aponta que o caso teve origem no relato de três jovens que disseram ter visto uma suposta “criatura” em um terreno baldio da cidade mineira, em janeiro de 1996.
Segundo o inquérito, o episódio ocorreu em 20 de janeiro daquele ano, no bairro Jardim Andere, em Varginha (MG). Na data, a cidade enfrentava chuva intensa e ventos fortes, o que mobilizou diversas equipes do Corpo de Bombeiros.
Apesar disso, não houve nenhum registro oficial de pedido para captura de animal ou criatura estranha.
O IPM destaca ainda o depoimento do comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar, que apresentou fotografias de um homem conhecido como “Mudinho”, morador da região, que teria sido confundido com a suposta criatura.
De acordo com o relatório, o cidadão apresentaria um possível desvio mental e, por estar sujo e agachado próximo a um muro após as chuvas, pode ter causado pânico nas jovens que fizeram o relato.
Na conclusão, os militares afirmam que uma obra que popularizou o caso não possui caráter científico e devia ser tratada como ficção. O documento foi finalizado em 11 de abril de 1997, no quartel de Três Corações (MG), encerrando oficialmente, ao menos para os militares, um dos casos mais famosos da ufologia brasileira.