As estrelas-do-mar não têm um cérebro único, mas conseguem se mover graças a um sistema nervoso difuso, espalhado pelo organismo — Foto: Maristela Bueno
As estrelas-do-mar são animais marinhos invertebrados do filo Echinodermata, grupo de equinodermos que surgiu no período Cambriano, há mais de 500 milhões de anos, durante uma fase de intensa diversificação da vida animal.
Vivem exclusivamente em ambientes marinhos, geralmente no fundo do oceano, sobre áreas arenosas ou rochosas, e se alimentam principalmente de moluscos e outros pequenos organismos.
Segundo a bióloga Michela Borges, todos os equinodermos, incluindo as estrelas-do-mar, possuem um sistema interno de canais chamado sistema hidrovascular ou ambulacral, por onde circula água do mar junto com proteínas e outras partículas.
Mudanças de temperatura afetam o metabolismo e podem comprometer a locomoção e a alimentação do animal. — Foto: Renata Alitto
Embora lento, esse tipo de deslocamento é bastante eficiente. O sistema ambulacral garante boa aderência ao substrato, facilitando a locomoção em ambientes aquáticos e até a captura de presas.
As estrelas-do-mar são predadoras e usam os pés ambulacrais para abrir conchas de moluscos. Essas estruturas funcionam como ventosas, permitindo que o animal se fixe às conchas. Após se firmarem, elas ativam o sistema muscular junto ao hidrovascular para exercer força suficiente, abrir as conchas e se alimentar.
Espécies que vivem aderidas a rochas têm os “pezinhos” terminados em ventosas, o que ajuda na fixação. Já aquelas que habitam fundos arenosos possuem estruturas alongadas, parecidas com tentáculos, adaptadas a esse tipo de ambiente.
A água transportada pelo sistema hidrovascular também leva oxigênio, tornando esse mecanismo essencial para a respiração.
As estrelas-do-mar são animais marinhos invertebrados — Foto: Renata Alitto
Quando o animal fica fora da água por muito tempo, o sistema deixa de funcionar de forma eficaz, já que depende da água do mar para manter a pressão interna necessária ao movimento dos pés ambulacrais.
A ausência de água compromete funções vitais, como a respiração, a regulação osmótica e a regulação térmica, causando intenso estresse fisiológico e podendo levar o animal à morte
— comenta a especialista.
Mudanças térmicas podem interferir no equilíbrio dos fluidos internos e no desempenho das atividades metabólicas, afetando diretamente a capacidade de locomoção e alimentação do animal.
As estrelas-do-mar não têm um cérebro único, mas conseguem se mover graças a um sistema nervoso difuso, espalhado pelo organismo. Nesse sistema, há um anel de nervos na região central, que funciona como ponto de conexão. A partir dele, nervos se estendem para cada braço, formando uma rede. Segundo a bióloga, essas estruturas recebem estímulos do ambiente, como luz, contato e presença de alimento, e coordenam a ação dos pés ambulacrais.
As estrelas-do-mar vivem exclusivamente em ambientes marinhos, geralmente no fundo do oceano — Foto: Renata Alitto
Dessa forma, a locomoção ocorre por meio de respostas aos estímulos externos, sem um centro de comando específico, permitindo que o animal ‘decida’ para onde se mover de forma integrada
— completa.
De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.
União Europeia confirma aprovação; acordo será assinado em 17 de janeiro
Vereador procurado para atacar o BC diz que empresa apontou Vorcaro como contratante
Influencer revela ter recebido R$ 7,8 mil por post com críticas ao BC
Vídeo de agente do ICE mostra mulher antes de ser morta a tiros
Novas imagens mostram momento da abordagem até os disparos que mataram Renee Nicole Good, de 37 anos.
Reajuste de aposentados que recebem acima do salário mínimo fica abaixo do IPCA
Governo começa a renovar CNH para 'bons condutores' de forma automática
Carros incendiados e multidão nas ruas: VÍDEOS mostram caos no Irã
Venezuela mantém mão pesada nas ruas enquanto promete paz a Trump