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Estatinas reduzem colesterol ruim e previnem doenças cardíacas; veja quando o medicamento

Sociedade Brasileira de Cardiologia muda metas de tolerância para o LDL: o colesterol ruim

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/01/2026 às 02:10 · Atualizado há 1 semana
Estatinas reduzem colesterol ruim e previnem doenças cardíacas; veja quando o medicamento
Foto: Reprodução / Arquivo

Sociedade Brasileira de Cardiologia muda metas de tolerância para o LDL: o colesterol ruim

Mudanças no estilo de vida e alimentação saudável são essenciais para a prevenção de problemas cardíacos. Mas, para quem já tem os níveis de colesterol alto e grande risco cardiovascular, as estatinas costumam ser um importante aliado.

➡️As estatinas são um tipo de medicamento comumente prescrito para reduzir os índices do colesterol LDL, popularmente conhecido como colesterol ruim. Elas inibem a secreção de uma enzima no corpo que é responsável pela produção do colesterol no fígado, o que faz com que os níveis de LDL no sangue caiam. (entenda mais sobre a ação das estatinas no corpo abaixo)

🩸O LDL é responsável por transportar o colesterol das células do fígado para outras partes do corpo. Em excesso no sangue, ele pode se acumular nas paredes das artérias, formando placas e aumentando o risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).

Além da redução dos níveis de colesterol, as estatinas também têm outros efeitos positivos como:

➡️Um estudo publicado em dezembro de 2025 na revista científica "Annals of Internal Medicine" também mostrou que esse medicamento é capaz de reduzir significativamente o risco de mortalidade em adultos com diabetes, independentemente do risco cardiovascular.

As estatinas são uma classe de medicamentos que atuam no fígado bloqueando uma via enzimática com o objetivo principal de reduzir a produção de colesterol no corpo.

Bertoluci, que é diretor do Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador do Departamento de Cardiometabolismo da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), detalha que há ao menos seis representantes dentro da classe das estatinas.

O que muda, segundo o médico, é a potência do esquema, que depende da molécula e, principalmente, da dose.

A indicação para o início do uso das estatinas depende diretamente da categoria de risco cardiovascular e do nível do LDL no sangue.

Bertoluci pontua que, quanto mais alto for o risco, maior a necessidade de reduzir o colesterol.

👉Elaine dos Reis Coutinho, médica cardiologista e membro do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica que, de maneira geral, o tratamento com estatinas é indicado para os seguintes casos:

É importante lembrar que, em 2025, a Sociedade Brasileira de Cardiologia atualizou a Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose e endureceu as metas de colesterol, incluindo pela primeira vez a categoria de risco extremo – voltada para pacientes que já tiveram múltiplos eventos cardiovasculares.

🫀Ou seja, quanto maior o risco cardiovascular envolvido, mais baixo é o nível de LDL aceitável no sangue do paciente.

Helio Magarinos Torrres Filho, patologista clínico e diretor médico do Richet Medicina & Diagnóstico, pondera que, por muito tempo, o controle do colesterol foi tratado como um número isolado, especialmente o LDL. Mas a nova diretriz mostra que o tratamento precisa ir muito além.

De acordo com os especialistas, as estatinas são medicamentos seguros, eficazes e com estudos robustos que demonstram que podem salvar vidas quando bem indicados.

Apesar disso, como acontece com todos os medicamentos, essa categoria de remédios pode causar alguns efeitos colaterais. O mais comum deles é a dor muscular.

Elaine detalha que as dores musculares costumam ser leves, no primeiro mês do tratamento, e podem levar também à sensação de câimbras.

Em situações muito raras, o uso do medicamento pode levar a uma lesão muscular grave com consequência aos rins. O efeito é algo bem mais incomum que também costuma ser reversível com as medidas adequadas.

Outro efeito raro é relacionado ao fígado, como uma hepatite medicamentosa com alterações laboratoriais. A reação também é pouco relatada e, quando acontece, pode ser revertida.

Os especialistas reforçam que uma alimentação saudável e mudanças no estilo de vida são fundamentais para controlar os níveis de colesterol e reduzir o risco cardiovascular.

Bertoluci lembra que, quando o risco é baixo, muitas vezes é possível controlar o colesterol somente com o estilo de vida mais saudável, que inclui:

Assim, para pessoas com risco alto ou muito alto, por mais que hábitos saudáveis sejam importantes para a manutenção da saúde de forma geral, a prevenção ou tratamento deve ser medicamentosa, à base de estatina.

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