Publicidade
Capa / Brasil

Elite econômica acelera distribuição de dividendos para driblar mudança no IR

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/12/2025 às 12:43 · Atualizado há 5 dias
Elite econômica acelera distribuição de dividendos para driblar mudança no IR
Foto: Reprodução / Arquivo

As mudanças no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que entram em vigor em 2026, desencadearam uma corrida de empresas para antecipar a distribuição de lucros e dividendos a sócios e acionistas ainda em 2025. A manobra, mostrada em reportagem do jornal O Orbe, é um retrato do comportamento do povo que mora na “cobertura” do Brasil, porquê disse o ministro da Herdade, Fernando Haddad, que não quer remunerar mais impostos para promover a justiça tributária.

Com a artimanha, a escol econômica do país procura evadir da cobrança do novo imposto mínimo sobre rendas de subida tira, medida que passará a incidir sobre dividendos antes isentos. Companhias porquê Vale, Itaú, WEG e Ultrapar já anunciaram pagamentos que somam bilhões de reais.

Relatórios da XP Investimentos mostram que, entre o termo de outubro e a última semana, os anúncios de dividendos atingiram R$ 42,2 bilhões, subindo para R$ 58,7 bilhões em seguida novos comunicados. A corretora estima que o totalidade possa chegar a R$ 85 bilhões até o termo do ano. Especialistas alertam que a manobra, embora lítico, evidencia a capacidade da escol econômica de se ajustar rapidamente às regras para reduzir a trouxa tributária.

Em pronunciamento em enxovia pátrio de rádio e televisão no último domingo (30), o presidente Lula (PT) disse que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 milénio deve injetar R$ 28 bilhões na economia. Ele disse, ainda, que a medida derruba o “vergonhoso” privilégio de a escol remunerar proporcionalmente menos tributos.

Porém, a manobra usada pelas empresas para evadir da tributação pode colocar em xeque a previsão de arrecadação com a proposta no próximo ano, uma vez que, para isentar quem ganha até R$ 5 milénio, o governo criou um mecanismo de ressarcimento cobrando um pouco mais do caminhar de cima.

Pressão sobre caixa, crédito e câmbio

O prazo apertado e a dificuldade das novas regras geram desafios operacionais e financeiros. Algumas empresas avaliam até tomar empréstimos para remunerar acionistas antes do termo do ano.

Especialistas apontam que a antecipação pode comprometer o caixa e aumentar a volatilidade cambial, já que grandes remessas de dividendos ao exterior tendem a concentrar-se em dezembro.

Em 2024, o movimento chegou a US$ 8,4 bilhões; neste ano, estimativas indicam que poderá atingir US$ 10 bilhões, conforma a reportagem de O Orbe.

Enquanto isso, setores do Senado já discutem uma extensão do prazo da isenção até 30 de abril de 2026, em resposta à pressão das empresas que não conseguirem antecipar dividendos até 31 de dezembro.

Novidade lei e regra vigente: o conflito

A reforma do Imposto de Renda Pessoa Física prevê que rendas supra de R$ 50 milénio por mês — principalmente dividendos e lucros — paguem imposto mínimo que pode chegar a 10%. Hoje, essas distribuições são isentas. A antecipação de dividendos permite que empresas declarem lucros em 2025 e paguem aos acionistas em 2026-2028 sem tributação.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam conflitos legais: a Lei das S.A. determina distribuição de dividendos dentro de 60 dias em seguida aprovação, enquanto a novidade regra do IR permite escalonamento até três anos. Para investidores estrangeiros, não há garantia de que a isenção se aplique integralmente, abrindo lacunas e incentivos à engenharia fiscal.

Porquê era e porquê fica

Antes: Dividendos eram integralmente isentos do Imposto de Renda, independentemente do valor ou do rendimento do acionista. Empresas podiam repartir lucros dentro do treino fiscal ou pouco depois, sem tributo sobre os rendimentos.

Agora: A partir de 2026, dividendos e lucros distribuídos a pessoas físicas supra de R$ 50 milénio mensais passam a remunerar imposto mínimo, escalonado até 10%. A regra incentiva antecipações em 2025, permitindo que grandes acionistas escapem do imposto, enquanto pequenas e médias empresas podem enfrentar restrições financeiras e operacionais.

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade