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Diretor-geral diz que PF pode abrir inquérito sobre influenciadores pró-Banco Master

A Polícia Federal está analisando, em fase inicial, informações sobre a atuação de influenciadores digitais que teriam sido contratados para defender o Banco...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 08:37 · Atualizado há 20 horas
Diretor-geral diz que PF pode abrir inquérito sobre influenciadores pró-Banco Master
Foto: Reprodução / Arquivo

A Polícia Federal está analisando, em fase inicial, informações sobre a atuação de influenciadores digitais que teriam sido contratados para defender o Banco Master e atacar o Banco Central após a liquidação da instituição financeira. A apuração foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que afirmou que o material reunido está sendo avaliado para a produção de uma Informação de Polícia Judiciária (IPJ), etapa que pode resultar na instauração de inquérito policial.

Estamos em análise inicial das informações, para produzir uma informação de polícia judiciária – IPJ, que poderá levar à instauração de inquérito policial

— disse Andrei Rodrigues ao ICL Notícias.

A apuração mira a possível existência de uma campanha coordenada nas redes sociais, com uso de influenciadores pagos para disseminar uma narrativa de ataque ao Banco Central e de questionamento da legitimidade da liquidação do Banco Master. O movimento ganhou visibilidade após denúncias públicas de influenciadores que relataram ter sido abordados por agências de marketing com propostas de produção de conteúdo em defesa do banco.

O material em análise inclui relatos sobre a exigência de contratos de confidencialidade, padronização de argumentos e distribuição de textos e vídeos com linhas discursivas semelhantes, o que levantou suspeitas de uma estratégia organizada de comunicação digital. O objetivo da apuração é identificar a origem dos recursos, os intermediários envolvidos e eventual responsabilidade penal.

O caso se insere em um contexto mais amplo de investigações que envolvem o Banco Master, alvo de medidas de intervenção após a identificação de graves problemas de liquidez e suspeitas de irregularidades financeiras. Além da frente digital, há apurações sobre pressões políticas e tentativas de reverter ou deslegitimar a atuação do Banco Central.

A ofensiva nas redes sociais chamou atenção pelo volume atípico de publicações e pela entrada de perfis que tradicionalmente não tratam de temas econômicos ou financeiros, mas passaram a atacar o BC e seus dirigentes. Para investigadores, esse padrão é um dos elementos que justificam o aprofundamento da análise.

A Polícia Federal ainda não informou prazos para a conclusão dessa etapa preliminar. A eventual abertura de inquérito dependerá da avaliação técnica do material reunido e da caracterização de indícios mínimos de ilícitos penais relacionados à atuação dos influenciadores e dos responsáveis pela contratação da campanha.

Argumento utilizado é o de 'direito histórico de retorno operacional', por investimentos feitos pelos EUA durante a Segunda Guerra

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