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Defesa fala em 'risco à vida' de Bolsonaro e pede a Moraes para cumprir pena em casa

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 21/11/2025 às 18:00 · Atualizado há 3 dias
Defesa fala em 'risco à vida' de Bolsonaro e pede a Moraes para cumprir pena em casa
Foto: Reprodução / Arquivo

Por Ana Pompeu e Marianna Holanda

(Folhapress) – A resguardo de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (21) ao STF (Supremo Tribunal Federalista) que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, às vésperas do termo do processo da trama golpista na galanteio.

Na petição, feita ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, os advogados enumeram os problemas de saúde de Bolsonaro e falam em “risco à vida”. Eles pedem que o ex-presidente seja mantido em vivenda, onde já cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto.

“O notório é que a mudança da prisão domiciliar hoje já cumprida pelo peticionário terá graves consequências e representa risco à sua vida”, diz trecho da petição. Foram anexados relatórios e exames ao pedido feito ao STF.

O prazo final do embargo de enunciação, recurso contra pena de 27 anos e três meses de prisão, termina na próxima segunda-feira (23). E a preceito de cumprimento de pena em regime fechado em um presídio poderia ser decretada a partir de logo.

Jair Bolsonaro ao deixar hospital sob potente esquema de segurança, posteriormente passar por procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Filial Brasil

Bolsonaro tem crises de soluço

Os advogados dizem que a saúde de Bolsonaro, que sofre crises de soluço, está “profundamente debilitada” e mencionam que o ex-presidente foi ao hospital três vezes desde que foi determinada sua prisão domiciliar.

A saúde de Bolsonaro é o principal argumento de seus aliados para proteger que ele continue em vivenda, a despeito da pena por liderar a trama golpista. Seus interlocutores mencionam falta de ar, soluços e indigestão.

A alegado deles, utilizada também pelos advogados, é de que o ex-presidente não conseguirá ter o séquito médico adequado no presídio e, portanto, pode falecer.

“A situação médica do peticionário foi detalhada pelos médicos hoje responsáveis pelos tratamentos a que se submete e demonstrada pelos diversos exames médicos a que tem se submetido (doc. 01). E mostram que um mal grave ou súbito não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando”‘”, diz outro trecho da petição.

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