Marcelo Sampaio Cunha Rebento, atual diretor de estratégia jurídica e regulatória da Vale para a China, sudeste asiático e Oriente Médio, mora na China desde o termo do procuração de Jair Bolsonaro na presidência da República. Ele é genro do general da suplente Luiz Eduardo Ramos e se tornou desde a última sexta-feira, 28 de novembro, a mais novidade ponta solta do novelo de conexões explosivas das investigações do maior sonegador de impostos do país, o Grupo Fit, de Ricardo Magro, com os habitantes do universo paralelo do bolsonarismo com os satélites do delito.
Marcelo Sampaio, porquê gosta de ser chamado, é funcionário de curso do Departamento Vernáculo de Infraestrutura Terrestre (DNIT). Lá, conheceu Tarcísio de Freitas, que dirigiu o órgão durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (entre 2014 e 2015). Nomeado ministro da Infraestrutura, Tarcísio colocou o jovem engenheiro (logo com 36 anos) na secretaria-executiva do Ministério.
Ao mesmo tempo, o sogro de Marcelo Sampaio Cunha Rebento, o “general Ramos”, assumiu a Secretaria de Governo de Bolsonaro e pediu uma indicação para cuidar “da vida” do colega Walter Braga Netto (atualmente cumprindo pena por golpe de Estado no QG do Tropa no Rio de Janeiro) na Lar Social do Palácio do Planalto.
O genro de Ramos apontou o dedo na direção de Jonathas Assunção — nome sugerido a ele pelo senador Ciro Nogueira, presidente do PP, que depois sucederia ao próprio Ramos na Lar Social. O general Luiz Eduardo Ramos, por sua vez, trocou a Secretaria de Governo pelo posto de Braga Netto quando o general ora presidiário se mudou para o Ministério da Resguardo em março de 2021.
Foi Ramos quem entregou as chaves do gabinete da Lar Social a Ciro Nogueira, e lá estava mantido Jonathas Assunção porquê todo-poderoso operador das emendas parlamentares. Era, logo, o possuidor da caneta que assinava todas as nomeações políticas para a estrutura federalista de governo.
A dupla assumiu o comando na pandemia
Durante a pandemia, quando tudo passou a funcionar sob contingências e os ministros de Jair Bolsonaro aproveitaram para desdenhar do coronavírus e passar a boiada de ilegalidades e atrocidades flagrantes para irem à forra contra a sociedade social, a dupla Jonathas Assunção e Marcelo Sampaio se tornou próxima e querida do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Isso se deu porque ambos sabiam “fazer intercorrer” dentro da burocracia federalista para fazer valer as ideias de Guedes — mesmo as mais estapafúrdias. Assunção, que nunca deixou de provar lealdade a Marcelo Sampaio, disparou no coração de Paulo Guedes quando encontrou soluções práticas para viabilizar a nomeação do comunicólogo Caio Paes de Andrade para a presidência da Petrobras em 2021 mesmo com a protesto jurídica por pouquidade de atributos técnicos para a função.
Em 2022, quando deixou o governo federalista para ser candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas trabalhou insistentemente (e com sucesso) para deixar Marcelo Sampaio Cunha Rebento em seu lugar no Ministério da Infraestrutura. Ali, o ex-técnico havia assente relações políticas e negociais necessárias a aproximá-lo das empreiteiras estatais chinesas e das empresas norte-americanas que trabalhavam no Oriente Médio, reconstruindo a infraestrutura destruída pelos próprios militares dos EUA.
Enquanto o genro do general Ramos exercia pleno poder na Infraestrutura, o parceiro Jonathan Assunção atuava na Lar Social com epístola branca de Ciro Nogueira e intensificava seu gavinha com o jurisperito Ricardo Magro, a quem todos conheceram na era em que Eduardo Cunha era o manda-chuva da Câmara dos Deputados.
A Petrobras entrou no jogo
Na esteira da desgraça de Cunha, cassado e recluso em 2016 depois de promover o impeachment sem delito de responsabilidade de Dilma Rousseff, Magro se tornou acionista e depois possuidor da Refinaria Manguinhos.
O nome da refinaria, suspeita de ser usada para lavagem de numerário e de combustíveis ilegais, mudou para Refit e Magro já era acionista amplamente majoritário da empresa e da holding que a detinha, o Grupo Fit. Em 2021, quando o comunicólogo Caio Paes de Andrade presidia a Petrobras, Jonathan Assunção aproximou-o negocialmente de Ricardo Magro com o beneplácito de Paulo Guedes.
Por insistência de Guedes e proatividade da caneta de Jonathan Assunção o jurisperito Gileno Gurjão Barreto, presidente do Serpro nomeado em 2020, em plena pandemia, havia se uno ao grupo. Com longa passagem pelo Juízo Administrativo de Recurso Fiscais (CARF), órgão recursal da Receita onde integrantes do clã Bolsonaro estavam enrolados, Gurjão Barreto era voz sempre ouvida no aconselhamento de recursos em ações de sonegação — e isso sempre interessou sobremaneira ao Grupo Fit a seu controlador, Ricardo Magro. Em agosto de 2022 foram arquivados quaisquer pruridos de integridade e Gileno Gurjão Barreto virou presidente do Juízo de Governo da Petrobras, de onde só saiu com a roteiro de Bolsonaro nas urnas.
Àquela fundura, a Receita Federalista do Brasil já listava as empresas de Magro porquê as maiores devedoras de impostos do país, mas o Ministro da Economia de Bolsonaro fazia vistas grossas a isso e permitia que se empurrasse com a ventre a aprovação no Congresso Vernáculo de quaisquer projetos de lei que combatessem devedores contumazes (empresas que brincam de troca-troca e de esconde-esconde de CNPJs a termo de sonegarem impostos em todas as esferas da federação).
Encerrado o governo Jair Bolsonaro, depois do golpe de Estado oferecido e derrotado em 8 de janeiro de 2023, Marcelo Sampaio Cunha Rebento foi para a Vale na China e Jonathan Assunção assumiu sua relação com Ricardo Magro, tornando-se executivo do Grupo Fit encarregado das conexões políticas deles porquê vice-presidente de relações institucionais.
Os amigos de Magro torcem pelo silêncio
Hoje, exceto Magro e o próprio Jonathan Assunção, que têm uma tecelagem inteira para desfiar de suas conexões com a sonegação fiscal, com a espionagem de altos funcionários da Receita Federalista, e com os pontos de intersecção entre a “Operação Poço de Lobato”, que o investiga e às suas empresas, e a “Operação Carbono Oculto”, que investiga as conexões do PCC (o grupo criminoso Primeiro Comando da Capital) com lavagem de numerário e falsificação e adulteração de combustíveis, todos os demais integrantes dessa network infernal montada sob o governo Jair Bolsonaro curtem suas vidas no estratégico silêncio do ignorância. E seguem torcendo para as conexões não aflorarem.
Luiz Eduardo Ramos foi o único general palaciano do ex-presidente que não respondeu pelas tentativas reiteradas de golpe de Estado. Ele é camarada pessoal do ministro do Supremo Tribunal Federalista, Alexandre de Moraes, com quem costumava jantar.

Tarcísio de Freitas é governador de São Paulo e empregou na estrutura de sua equipe Caio Paes de Andrade, secretário de Gestão e Governo Do dedo (por onde passam todas as licitações públicas da máquina estadual) e Gileno Gurjão Barreto, presidente da poderosa Prodesp — Empresa de Tecnologia do Governo de São Paulo. Paulo Guedes, que se empenhou na nomeação dos dois ex-assessores na equipe de Tarcísio, segue próximo de todos porquê mentor e acionista de fundos de investimentos, de um banco e do Ibmec — Instituto Brasílico do Mercado de Capitais. E Marcelo Sampaio Cunha é um dos mais relevantes “conselheiros” da governo da Vale despachando desde Pequim.