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Complexo de favelas no RJ tem mais de 15 horas de tiroteio

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 24/01/2025 às 21:31 · Atualizado há 4 dias
Complexo de favelas no RJ tem mais de 15 horas de tiroteio
Foto: Reprodução / Arquivo

Em mais uma fase da “Operação Torniquete” e um dia de tiroteio intenso, cinco pessoas foram mortas e ao menos nove ficaram feridas nesta sexta-feira (24) nos Complexos de favelas da Penha e do Alemão, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A ação permanente das forças de segurança do RJ é contra os roubos de veículos e de cargas.

Cerca de 500 agentes das polícias Civil e Militar prepararam um cerco às comunidades por volta das 4h. Houve tiroteio entre agentes e traficantes, o que levou a intensos tiroteios em diferentes pontos dos complexos por todo o dia.

O jardineiro Carlos André Vasconcellos dos Santos foi morto por um tiro perto do BRT da Penha. Ele tinha 35 anos e estava tomando café quando foi ferido. Um menor de idade, de 16 anos que, também foi baleado e morto. Um idoso de 67 anos identificado como Geraldo Carlos Barbosa dos Reis, foi baleado, levado para a UPA do Alemão e não resistiu. Um homem de 53 anos, ainda não identificado e um homem de 21 anos, identificado como Ryan Muniz de Oliveira também morreram.

O policial militar Diogo Marinho Rodrigues Jordão, do Batalhão de Choque, foi baleado e levado para o Hospital Getúlio Vargas. Até o início da tarde, ele estava em estado gravíssimo.

Moradores filmaram o interior de becos da favela. Diversos projéteis deflagrados aparecem em um vídeo publicado nas redes sociais.

Outros feridos no tiroteio no RJ

Uma moradora que estava deitada com o filho na cama foi ferida na cabeça. Ela foi socorrida por vizinhos para o Hospital Getúlio Vargas e recebeu alta. Outro morador identificado como Wander, de 21 anos, foi atingido dentro de casa e está internado no Getúlio Vargas, com quadro de saúde estável. Uma moradora ferida no joelho foi atendida no HGV e tem quadro estável. Outra moradora identificada como Nathalicia foi atingida no braço perto do hospital, ao lado do filho. Ela tem quadro estável. Um homem de 61 anos, levado para a UPA do Alemão, foi atendido e liberado. Além desses, mais feridos foram levados para a UPA do Alemão.

Em vídeo publicado pelo Voz das Comunidades, um morador relata que granadas foram lançadas na casa dele. Jeronimo Gomes da Silva, de 44 anos, disse que uma granada foi lançada por um drone dentro de sua residência. “Jogaram uma granada de um drone na minha varanda, acabou com minha casa. Quase morremos aqui, eu e a minha família”, conta.

Tiroteios e facções nas favelas

Os complexos do Alemão e da Penha são áreas grandes no Rio de Janeiro e bairros considerados “quartéis-generais” do Comando Vermelho (CV). As investigações apontam que as quadrilhas dos complexos agem em diferentes tipos de ações criminosas. O Alemão, por exemplo, teria mais força financeira, enquanto a Penha seria o local das tomadas de decisões.

Na Penha, o nome mais forte é Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, apontado como um dos principais chefes do CV e um dos bandidos mais procurados do Rio. Na hierarquia do tráfico, ele está apenas abaixo de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, preso há mais de 30 anos.

Já no Alemão, os chefes são Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, e Fhillip da Silva Gregório, o Professor. Juntos, eles têm pelo menos 12 mandados de prisão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

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