O valor da cesta básica aumentou em 17 capitais e diminuiu em nove, entre novembro e dezembro de 2025, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgada nesta quinta-feira (8).
As maiores quedas ⬇️ ocorreram no Norte, com destaque para:
São Paulo apresentou a cesta básica mais cara do país, com custo de R$ 845,95.
✔️Florianópolis (R$ 801,29) ✔️Rio de Janeiro (R$ 792,06) ✔️Cuiabá (R$ 791,29)
Nas capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores foram observados em:
✔️Aracaju (R$ 539,49) ✔️Maceió (R$ 589,69) ✔️Porto Velho (R$ 592,01) ✔️Recife (R$ 596,10)
Na comparação entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, feita em 17 capitais com série histórica completa:
Com base na cesta mais cara (São Paulo), o Dieese estimou que, em dezembro de 2025, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.106,83. O valor corresponde a 4,68 vezes o salário mínimo vigente (R$ 1.518,00).
Em novembro de 2025, o valor estimado era de R$ 7.067,18. Em dezembro de 2024, o salário mínimo necessário foi calculado em R$ 7.067,68, equivalente a 5,01 vezes o piso da época.
Em dezembro de 2025, o trabalhador precisou de 98 horas e 41 minutos, em média, para adquirir a cesta básica nas 27 capitais. Em novembro, o tempo médio foi de 98 horas e 31 minutos.
Em dezembro de 2024, considerando 17 capitais, a jornada média era maior: 109 horas e 29 minutos.
O comprometimento da renda líquida (após desconto da Previdência) foi de:
Carne bovina de primeira: alta em 25 capitais, puxada pela demanda interna e externa e pela oferta restrita. Batata: aumento expressivo na maioria das capitais do Centro-Sul, impactado por chuvas e fim da colheita. Farinha de trigo: queda na maioria das capitais, reflexo da nova safra e maior oferta global. Leite integral: redução em 22 cidades, influenciada pela maior oferta interna e importações. Arroz agulhinha: queda em 23 capitais, com recuo das exportações e demanda enfraquecida. Açúcar: redução em 21 capitais, impulsionada pela maior oferta. Café em pó: queda em 20 cidades, em meio à redução das exportações. Óleo de soja: diminuição em 17 capitais, favorecida pela maior oferta global.
Arroz agulhinha: queda em todas as capitais, com destaque para Brasília (-40,34%). Batata: redução em todas as capitais do Centro-Sul. Leite integral: queda generalizada, reflexo da elevada disponibilidade. Feijão: redução em 15 capitais; o tipo preto apresentou as maiores quedas. Açúcar: preço menor em 14 capitais. Café em pó: alta em todas as capitais, marcada por volatilidade e estoques ajustados. Pão francês: aumento generalizado, devido à elevação dos custos de produção. Carne bovina de primeira: alta em 15 capitais, impulsionada por recordes de produção e exportação.
Argumento utilizado é o de 'direito histórico de retorno operacional', por investimentos feitos pelos EUA durante a Segunda Guerra