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Cesta básica sobe em 16 capitais em outubro

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/11/2025 às 11:44 · Atualizado há 1 semana
Cesta básica sobe em 16 capitais em outubro
Foto: Reprodução / Arquivo

O custo da cesta básica de alimentos aumentou em 16 das 27 capitais brasileiras entre setembro e outubro de 2025, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgado nesta segunda-feira (10). Os maiores reajustes foram registrados em São Luís (3,11%), Palmas (2,59%) e Florianópolis (1,66%).

São Paulo continua liderando como a capital mais cara, com a cesta básica atingindo R$ 847,14, seguida por Florianópolis (R$ 824,57), Porto Alegre (R$ 823,57) e Rio de Janeiro (R$ 801,37). Já Aracaju (R$ 550,18) e Maceió (R$ 592,25) apresentaram os menores valores, refletindo diferenças regionais na composição da cesta.

Com base na cesta mais cara, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas em outubro de 2025 seria de R$ 7.116,83 — quase 4,7 vezes o piso vigente de R$ 1.518,00.

O levantamento também indica que, em média, os trabalhadores comprometem 49,29% da renda líquida para adquirir os alimentos básicos, valor próximo ao registrado em setembro (49,09%) e ligeiramente inferior ao de outubro de 2024 (51,72%).

Produtos que mais puxaram a alta da cesta básica

Batata: o preço do quilo da batata aumentou em todas as cidades da região Centro-Sul, onde é pesquisada. Entre setembro e outubro, as elevações ficaram entre 6,06%, em São Paulo, e 34,32%, no Rio de Janeiro. A desaceleração da colheita da safra de inverno resultou em menor disponibilidade de batata e elevação nos preços.

Óleo de soja: o valor do óleo de soja subiu nas 27 cidades, entre setembro e outubro de 2025. As elevações oscilaram entre 1,21%, em Fortaleza, e 9,66%, em Belo Horizonte. A retração dos produtores, na expectativa de alta do dólar, e a demanda externa elevaram os preços do grão e do óleo bruto em outubro.

Leite integral: o preço do leite integral apresentou comportamento variado, entre setembro e outubro, nas 27 cidades analisadas. Houve aumento em nove cidades, com destaque para Macapá (2,87%) e Natal (1,56%). Em Palmas, não foi registrada variação. As outras 17 cidades apresentaram redução no preço médio, principalmente Porto Alegre (-2,97%). A abundante oferta de leite cru reduziu o custo e o preço dos derivados no varejo.

Carne bovina: o preço da carne bovina de primeira teve alta em 19 cidades, entre as quais se sobressai Vitória (1,60%). Não houve alteração em Palmas. Em outras sete capitais, foi registrada queda de preços. A principal variação negativa foi observada em Brasília (-2,42%). A oferta restrita de animais, devido ao tempo seco e à falta de pasto, resultou no encarecimento da carne bovina no varejo.

Café em pó: houve queda no preço do café em pó em 20 cidades, com variações entre -3,47%, em Curitiba, e -0,03%, em Manaus. Outras sete capitais tiveram alta de valor médio, com destaque para Natal (1,98%). O volume de café exportado caiu, devido à menor disponibilidade do grão no país, à colheita de uma safra reduzida e a problemas no beneficiamento. Com isso, os estoques internos foram ajustados. Entretanto, o alto patamar da cotação do café acarretou a diminuição no consumo no Brasil.

Arroz: o preço do arroz agulhinha diminuiu em 25 das 27 cidades pesquisadas, entre setembro e outubro. As taxas mais significativas foram registradas em Belém (-9,42%) e Palmas (-7,91%). Observou-se aumento em duas cidades: Macapá (3,71%) e Salvador (2,03%). Ampla oferta, demanda interna estável, ritmo lento das exportações e recuo das cotações internacionais são os fatores apontados como responsáveis pela contínua diminuição do preço do grão no varejo.

Feijão: o preço do feijão apresentou comportamento variado entre setembro de 2025 e outubro de 2025 nas 27 cidades analisadas. O tipo preto, coletado nas capitais do Sul, no Rio de Janeiro e em Vitória, caiu em quase todas as localidades, com percentuais entre -7,86%, em Florianópolis, e -1,54%, no Rio de Janeiro. Em Vitória, o preço ficou estável. Já o tipo carioca, coletado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Belo Horizonte e São Paulo, aumentou em 15 municípios, com destaque para Macapá (6,94%), Belo Horizonte (6,79%) e Brasília (5,43%); ficou estável em Palmas e São Paulo; e diminuiu em outras cinco capitais, mais marcantemente em Boa Vista (-1,30%).

Tendências anuais e regionais

Na comparação anual, entre outubro de 2024 e outubro de 2025, todas as 17 capitais com série histórica completa registraram aumento no preço da carne bovina e do óleo de soja. Outros produtos, como batata, arroz e feijão, apresentaram queda consistente na maioria das cidades. O café em pó, no entanto, acumulou alta significativa em todas as capitais pesquisadas, refletindo os ajustes de estoque e a menor produção interna.

A pesquisa do Dieese e da Conab serve como referência para políticas de segurança alimentar e acompanhamento da evolução do custo de vida no país.

 

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