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O sindicato de jogadores, FifPro, avalia ampliar a duração do intervalo para 20 minutos e incluir pausas para resfriamento mais frequentes, afim de proteger os atletas do calor extremo.
A discução vem em meio ao Mundial de Clubes da Fifa, na qual nove das 16 cidades-sede da Copa do Mundo de 2026 enfrentam condições consideradas de “risco extremo” para doenças relacionadas ao calor.
A avaliação de risco se baseia na medição de temperatura de bulbo úmido (WBGT), que combina temperatura, umidade, radiação solar e velocidade do vento para estimar como as condições ambientais afetam a capacidade do corpo de se resfriar.
Segundo a FifPro, um WBGT acima de 28 graus Celsius pode indicar condições nas quais a partida pode ser interrompida. Já a Fifa, estabelece um limite de risco extremo de 32 graus Celsius WBGT.
Jogador se protege do calor durante copa do mundo de clubes da Fifa (Foto: Getty Images)
Calor e intervalos maiores
Vincent Gouttebarge, diretor médico da FifPro, a duração dos intervalos — 15 minutos — durantes partidas disputadas em dias mais quentes.
“Você pode imaginar que um intervalo de 15 minutos pode não ser suficiente para diminuir a temperatura central”, disse ele. “Poderia ser um intervalo de 20 minutos, o que seria significativo. Isso foi demonstrado em laboratório e a FifPro, juntamente com o sindicato nacional em Portugal, em agosto, vai testar esse tipo de estratégia de mitigação.”
Ele diz que a Copa do Mundo de Clubes deixou evidente a urgência de protocolos de calor mais rigorosos.
Os dirigentes da FifPro reconheceram que a Fifa reagiu de forma construtiva durante o torneio, diminuindo os limites para as pausas obrigatórias para resfriamento e melhorando a hidratação no campo, mas enfatizaram que o planejamento proativo é fundamental. A FifPro alertou que os riscos destacados na Copa do Mundo de Clubes são uma prévia do que os jogadores poderão enfrentar na Copa do Mundo de 2026.