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BRICS cobra cessar-fogo 'incondicional' em Gaza e a retirada completa das forças israelenses

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/07/2025 às 15:41 · Atualizado há 16 horas
BRICS cobra cessar-fogo 'incondicional' em Gaza e a retirada completa das forças israelenses
Foto: Reprodução / Arquivo

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Por Lucas Rocha

Em declaração divulgada neste domingo (6) durante a Cúpula de Líderes do BRICS, realizada no Rio de Janeiro, os 11 países-membros do grupo cobraram um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e a retirada completa das forças israelenses do território da Palestina. O documento ainda manifesta preocupação com o aumento de gastos militares no mundo. Para especialista ouvido pelo ICL Notícias, declaração reforça papel do BRICS na defesa dos países do Sul Global.

“Reiteramos nossa profunda preocupação com a situação no Território Palestino Ocupado, diante da retomada de ataques contínuos de Israel contra Gaza e da obstrução à entrada de ajuda humanitária no território. Clamamos pelo respeito ao direito internacional, em particular ao direito internacional humanitário e ao direito internacional dos direitos humanos, e condenamos todas as violações do DIH, inclusive o uso da fome como método de guerra”, diz trecho da declaração.

“Exortamos as partes a se engajarem, de boa-fé, em novas negociações com vistas à obtenção de um cessar-fogo imediato, permanente e incondicional; à retirada completa das forças israelenses da Faixa de Gaza e de todas as demais partes do Território Palestino Ocupado; à libertação de todos os reféns e detidos em violação ao direito internacional; e ao acesso e entrega sustentados e desimpedidos da ajuda humanitária”, dizem os líderes do BRICS.

Para o cientista político Pedro Costa Júnior a declaração do BRICS “é uma posição importantíssima sobre o principal e mais importante tema da atualidade”.

“O fato de maior importância no mundo hoje é a questão palestina, é a guerra colonial em Gaza e o massacre na Cisjordânia. Uma declaração agora sobre a questão palestina pelos BRICS é fundamental e é importantíssima porque o Sul Global, representado pelos BRICS,  está erguendo uma bandeira dizendo que, ainda que o Norrte Global seja cúmplice desse genocídio palestino, o Sul Global está contra esse genocídio, que é o primeiro transmitido ao vivo pela televisão 24 horas por dia”, disse em entrevista o ICL Notícias.

BRICS critica aumento de gastos militares

A declaração ainda manifesta “apreensão diante da tendência atual de aumento crítico dos gastos militares globais”. Em seu discurso na abertura da Cúpula do BRICS, o presidente Lula criticou a recente decisão da OTAN de destinar 5% do PIB para gastos militares enquanto não são alocados os 0,7% prometidos do PIB dos países desenvolvidos para a Assistência Oficial ao Desenvolvimento. “É sempre mais fácil investir na guerra do que na paz”, apontou Lula.

O presidente brasileiro, anfitrião do evento, ainda voltou a cobrar o fim do genocício em Gaza. “Absolutamente nada justifica as ações terroristas perpetradas pelo Hamas, mas não podemos permanecer indiferentes ao genocídio praticado por Israel em Gaza e a matança indiscriminada de civis inocentes e o uso da fome como arma de guerra”, declarou.

O BRICS é composto por 11 países-membros (África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia) e dez países-parceiros (Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã).

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