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Brasil foca em alinhar posição na América Latina

O governo brasileiro tem adotado uma postura cautelosa em relação à crise política na Venezuela, trabalhando principalmente em duas frentes estratégicas: o a...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 10:56 · Atualizado há 1 semana
Brasil foca em alinhar posição na América Latina
Foto: Reprodução / Arquivo

O governo brasileiro tem adotado uma postura cautelosa em relação à crise política na Venezuela, trabalhando principalmente em duas frentes estratégicas: o alinhamento com outros países da América Latina e a manutenção de uma relação pragmática com os Estados Unidos. As informações são da analista Isabel Mega, no CNN Novo Dia.

O Brasil busca exercer protagonismo nas discussões sobre os desdobramentos da crise, especialmente após a intervenção americana que resultou na saída de Nicolás Maduro do país

— Fontes da diplomacia brasileira indicam que há um intenso trabalho de bastidores para coordenar posicionamentos regionais diante da situação venezuelana. , afirma a analista.

Um ponto notável na estratégia brasileira é o cuidado com as palavras utilizadas em manifestações oficiais. Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil evitou fazer menções diretas tanto a Donald Trump quanto a Nicolás Maduro, concentrando-se em defender princípios do direito internacional. A diplomacia brasileira enfatiza que sua posição não representa alinhamento com Maduro, mas sim preocupação com o precedente perigoso que intervenções externas podem criar para a região.

Enquanto o PT utiliza termos como 'sequestro' para se referir à saída de Maduro, as declarações governamentais mantêm um tom mais moderado e técnico, focado nas questões de direito internacional

— Há uma clara distinção entre o discurso do Partido dos Trabalhadores e as manifestações oficiais do governo brasileiro. , aponta Isabel.

O Brasil defende que os próprios venezuelanos devem decidir seu destino, possivelmente com a convocação de novas eleições. No entanto, essa posição não tem sido expressa de forma contundente nas manifestações oficiais. Vale lembrar que o Brasil havia solicitado acesso às atas das eleições venezuelanas, que nunca foram entregues, o que gerou desconfiança sobre a legitimidade do processo eleitoral.

Fontes diplomáticas recordam a aproximação entre Lula e Trump durante o encontro na Assembleia Geral da ONU em setembro do ano passado, que resultou em uma série de reuniões e telefonemas posteriores, culminando na revogação parcial do tarifaço americano sobre produtos brasileiros

— Quanto à relação com os Estados Unidos, a diplomacia brasileira adota uma abordagem pragmática. , conclui a analista.

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