Publicidade
Capa / Brasil

Bolsas mundiais respiram, mas tensões comerciais seguem

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 16/05/2025 às 08:13 · Atualizado há 1 semana
Bolsas mundiais respiram, mas tensões comerciais seguem
Foto: Reprodução / Arquivo

ouça este conteúdo

00:00 / 00:00

1x

As bolsas mundiais operam em trajetória positiva, nesta manhã de sexta-feira (16). Os futuros nos EUA apontam para alta hoje, refletindo um breve alívio após a trégua tarifária entre Estados Unidos e China. No entanto, o fôlego do mercado é limitado: voltam à tona as preocupações sobre os impactos econômicos de tarifas já em vigor e dados da inflação, que seguem sensíveis.

Portanto, o otimismo do mercado é pontual, pois o pano de fundo econômico revela perda de tração no crescimento — e alerta para a fragilidade da recuperação econômica dos EUA.

Apesar do alívio gerado pela trégua tarifária entre EUA e China, grandes empresas norte-americanas, como o Walmart, já alertam para o impacto real dos custos mais altos, com previsão de aumento de preços nas próximas semanas. A inflação ao produtor recuou inesperadamente — a maior baixa em cinco anos — sugerindo que parte das empresas está absorvendo os custos, o que pressiona margens e lucros.

A agenda americana traz dados importantes do setor imobiliário e o Índice de Sentimento da Universidade de Michigan, que pode sinalizar o humor do consumidor diante do cenário global incerto.

No Brasil, o foco se divide entre a Conferência do Banco Central, o IGP-10 e a Pnad Trimestral.

À tarde, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participa do evento de 10 anos do Prisma Fiscal — em um momento de crescente atenção às contas públicas.

Brasil

O Ibovespa fechou a quinta-feira (15) com alta de 0,66%, aos 139.334 pontos — o maior nível da história do índice. O avanço, no entanto, não reflete um otimismo generalizado: foi impulsionado principalmente por resultados corporativos pontuais e pela força de papéis de peso na carteira do índice, como Vale (VALE3), que subiu 1%.

A valorização do IBOV contrasta com o desempenho do câmbio: o dólar comercial subiu 0,83%, a R$ 5,679, em meio a um cenário externo ainda incerto.

O movimento do dia foi ditado, mais uma vez, pela temporada de balanços. Eletrobras (ELET3) decepcionou o mercado com números operacionais fracos, caindo 3,22%. Já Banco do Brasil (BBAS3), que divulga resultado após o fechamento do mercado, recuou 1,21% sob expectativa de performance morna. Em contrapartida, Bradesco e Itaú, já com números divulgados, avançaram com segurança.

A Petrobras (PETR4) caiu levemente (0,13%) acompanhando a baixa do petróleo no mercado internacional, o que limitou parte do fôlego do índice.

Europa

As bolsas europeias sobem hoje, caminhando para encerrar a quinta semana consecutiva de ganhos, diante da trégua entre EUA e China. De modo geral, os agentes repercutem a temporada de lucros corporativos, que foi melhor do que o esperado.

No ambiente macro, as taxas de juros do BCE (Banco Central Europeu) estão “relativamente próximas do nível terminal”, caso a inflação se mantenha dentro da faixa esperada, afirmou Martins Kazaks, membro do Conselho do BCE, em entrevista à CNBC.

STOXX 600: +0,57%
DAX (Alemanha): +0,70%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,35%
CAC 40 (França): +0,52%
FTSE MIB (Itália): +0,58%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA sobem hoje, embora o otimismo seja pontual, depois que dados econômicos adicionais reforçaram o cenário de enfraquecimento: vendas no varejo em desaceleração, queda na produção industrial, contração da atividade em Nova York e menor confiança no setor de construção residencial.

Dow Jones Futuro: +0,34%
S&P 500 Futuro: +0,29%
Nasdaq Futuro: +0,34%

Ásia

Os mercados asiáticos encerraram o pregão desta sexta-feira sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante da contração inesperada da economia japonesa. O PIB do Japão caiu 0,2% no 1º trimestre, acima do recuo de 0,1% esperado, sinalizando fraqueza na atividade econômica.

O dado reforça preocupações sobre o ritmo de recuperação da terceira maior economia do mundo e aumenta a expectativa por novos indicadores na região.

Shanghai SE (China), -0,40%
Nikkei (Japão): 0,00%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,46%
Kospi (Coreia do Sul): +0,21%
ASX 200 (Austrália): +0,56%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, ampliando as perdas da véspera, devido às expectativas de que os EUA e o Irã possam em breve chegar a um acordo sobre o programa nuclear de Teerã.

Petróleo WTI, -0,08%, a US$ 61,57 o barril
Petróleo Brent, -0,09%, a US$ 64,47 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados de licenças de construção e construção de novas casas do mês de abril, e o Índice Michigan de Percepção do Consumidor de maio.

Por aqui, no Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que levará ao presidente Lula, na próxima semana, um conjunto de medidas pontuais voltadas ao equilíbrio fiscal de 2025. Ele negou rumores sobre um possível “pacote de popularidade”, como reajuste do Bolsa Família ou ações no setor elétrico. Segundo Haddad, foram identificados gargalos em receitas e despesas, mas sem proposta de aumento de gastos. O governo mantém a meta de déficit zero, com margem de tolerância de até R$ 31 bilhões.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

!function(f,b,e,v,n,t,s) {if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod? n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)}; if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version='2.0'; n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0; t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0]; s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,'script', ' fbq('init', '1643224302404598'); fbq('track', 'PageView');

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade