O rali das empresas de tecnologia reacendeu um debate clássico no mercado financeiro global: até onde as bolsas dos Estados Unidos podem subir impulsionadas pelo boom da Perceptibilidade Sintético (IA)? Nos últimos anos, as big techs e as companhias emergentes do ecossistema de IA têm liderado o desempenho dos principais índices, estimulando a ingressão de novos investidores e a euforia em torno do tema.
Uma pesquisa recente do Bank of America (BofA) indica uma vez que esse movimento vem sendo percebido pelos profissionais do mercado: 54% dos gestores afirmam que as apostas nas chamadas “Sete Magníficas” estão excessivamente concentradas, enquanto 53% acreditam que as ações de tecnologia já operam em uma bolha.
As Sete Magníficas — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla — sintetizam o poder de tração do setor e também o tamanho do risco caso uma correção mais brusca aconteça.
Quando o excitação vira alerta
Dois fatores sustentam os receios crescentes. O primeiro é o desenvolvimento vertiginoso do número de investidores interessados em tecnologia, o que pode inflar preços sem respaldo consistente nos fundamentos das empresas. O segundo é o “boom de capex”, quando companhias destinam volumes recordes a infraestrutura ligada à IA — de data centers a chips especializados —, o que amplia o risco de frustração caso os retornos não acompanhem o ritmo do gasto.
Esse envolvente mais sensível já mostra reflexos nas bolsas. Levantamento da Elos Ayta aponta que as Sete Magníficas perderam mais de US$ 1,7 trilhão em valor de mercado em menos de um mês. Ainda assim, o saldo de longo prazo segue amplamente positivo, sustentado pelo papel médio que a IA deve desempenhar na economia global.
Para especialistas, porém, o ponto de maior atenção está nos múltiplos das ações — indicadores que relacionam preço e resultados. Porém, ressaltam que ainda não há elementos suficientes para pregar a existência de uma bolha, embora reconheçam que o mercado anda mais sensível.
Porém, há precedentes históricos sobre o tema. Bolhas anteriores — uma vez que a da internet, no término dos anos 1990, e a imobiliária, nos anos 2000 — passaram por longos períodos de expansão antes do estouro, o que faz muitos analistas acreditarem que o atual ciclo ainda tem fôlego.
E o investidor, uma vez que deve agir?
Apesar da volatilidade, o setor segue visto uma vez que uma das grandes avenidas de retorno no médio e longo prazo. A recomendação é de cautela e foco em empresas sólidas, com capacidade comprovada de entregar valor.
A lucidez sintético vive hoje uma temporada de construção de infraestrutura, com oportunidades em companhias ligadas a vigor, transmissão, conectividade e data centers.
Mesmo assim, o alerta permanece: trata-se de um tema volátil, suscetível a correções e ainda no início de um ciclo estrutural longo. Diversificação, estudo cuidadosa e consciência sobre os riscos continuam sendo as palavras-chave para quem já investe — ou pretende investir — no setor de tecnologia.