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Assassinato em academia no Paraná: 7 pontos para entender o caso

Lucas Wancler Ferreira dos Santos está preso após esfaquear e matar David Schmidt Prado, de 37 anos, em uma academia de Londrina, no norte do Paraná.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 03:15 · Atualizado há 1 semana
Assassinato em academia no Paraná: 7 pontos para entender o caso
Foto: Reprodução / Arquivo

Lucas Wancler Ferreira dos Santos está preso após esfaquear e matar David Schmidt Prado, de 37 anos, em uma academia de Londrina, no norte do Paraná.

A última atualização divulgada pelo delegado Magno Miranda, da Polícia Civil (PC-PR), confirma que o homicídio cometido após uma emboscada teve ciúmes como uma das motivações.

Homem é assassinado em academia do PR após emboscada em estacionamento

Lucas Wancler Ferreira dos Santos está preso após esfaquear e matar David Schmidt Prado, de 37 anos, em uma academia de Londrina, no norte do Paraná. O crime foi filmado por câmeras de segurança. Assista acima.

A última atualização divulgada pelo delegado Magno Miranda, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), confirma que o homicídio, cometido após uma emboscada, teve ciúmes como uma das motivações. Isso porque a esposa de Lucas teve um breve relacionamento com David enquanto o casal estava separado.

O caso ainda está em investigação e aguarda laudos da Polícia Científica para a conclusão do inquérito.

Conforme o relatório da Polícia Civil, as imagens das câmeras mostram Lucas sentado no estacionamento da academia, mexendo no celular, às 18h41 da segunda-feira (5). Quando David passou por ele, saindo do treino, Lucas se levantou e escondeu a faca atrás do corpo enquanto se aproximava da vítima.

Os dois conversaram brevemente antes de David ser ferido pelo primeiro golpe. Ele tentou fugir, mas foi atingido cinco vezes: quatro enquanto estava no estacionamento e uma depois de pular a catraca e buscar ajuda dentro da academia.

Momento em que Lucas aborda David e esconde a faca atrás do corpo. — Foto: Reprodução

clamava por socorro e por atendimento médico

— O relatório da polícia ainda cita que, enquanto David , Lucas ficou "observando por vários segundos o sofrimento imposto, sem prestar qualquer auxílio".

O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi à academia, mas David não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo da vítima foi levado pela Polícia Científica de Londrina.

Um policial militar de folga, que estava treinando na academia, rendeu Lucas e impediu que as agressões continuassem.

Momento em que o policial militar segura Lucas. — Foto: Reprodução

Em seguida, o policial relatou que imobilizou Lucas e o questionou o motivo das agressões.

A Polícia Militar (PM-PR) esteve no estabelecimento, conduziu Lucas à delegacia e apreendeu a faca usada no homicídio.

Lucas e David não se conheciam, de acordo com a investigação da polícia. Entretanto, o autor e a vítima conversaram por telefone quatro meses antes do homicídio.

Esse contato aconteceu quando a esposa de Lucas contou a ele que se relacionou brevemente com David. Isso porque ela e Lucas estão em processo de divórcio desde antes desse encontro e os dois estavam vivendo em casas separadas.

Lucas foi até David no momento em que ele estava saindo da academia, em Londrina. — Foto: Reprodução

Mesmo que David e a mulher não estivessem mais se encontrando ou mantendo contato há quatro meses, a investigação aponta que Lucas criou a emboscada por causa da descoberta.

Segundo a polícia, Lucas ficou em silêncio durante o depoimento.

Na audiência de custódia, realizada na quarta-feira (7), o homem também não prestou esclarecimentos.

Apesar do pedido da defesa para que ele responda ao inquérito em liberdade, o juiz determinou a prisão preventiva. Veja a diferença entre prisão preventiva e temporária no vídeo abaixo:

Quais as diferenças entre a prisão temporária e a preventiva?

Para o delegado, "a autoria é incontestável". Ele avalia que Lucas planejou o assassinato, por estar com uma faca esperando David sair da academia.

A princípio, o crime é considerado homicídio qualificado por meio cruel e por dificultar a defesa da vítima. O inquérito não foi finalizado e aguarda o laudo de necropsia.

David Schmidt Prado tinha de 37 anos e, segundo familiares, deixou um filho de seis anos.

David Schmidt Prado, de 37 anos, morreu após ser esfaqueado dentro de uma academia de Londrina. — Foto: Cedida/Família

Ele trabalhava no setor administrativo de uma rede de postos de combustíveis em Londrina. A família dele é de Cornélio Procópio, cidade a 67 quilômetros de distância e onde aconteceu o sepultamento, nesta quarta-feira (7).

Ele estava em um relacionamento há três meses com Jheniffer Balardi. Ela conversou com a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná e esclareceu que não conhece Lucas e que não está envolvida na suposta motivação por ciúmes.

Segundo Jheniffer, o namorado sempre foi transparente e não deu a entender que estava sendo ameaçado.

Lucas foi preso e permaneceu em silêncio durante o depoimento. — Foto: Reprodução

Em nota divulgada na terça-feira (6), a advogada Thais Indiara Pereira dos Santos, que representa Lucas, afirmou que se trata ainda de uma investigação inicial. Leia na íntegra:

"Em relação aos fatos recentemente divulgados, a defesa técnica esclarece que o caso encontra-se em fase absolutamente inicial de apuração, ainda pendente de análise judicial e produção completa de provas.

Neste momento, qualquer juízo definitivo sobre autoria, motivação ou enquadramento jurídico revela-se precipitado e incompatível com o devido processo legal. A defesa acompanha os atos investigativos, confia no trabalho das autoridades constituídas e exercerá plenamente o contraditório e a ampla defesa no momento e no local adequados, que são os autos do processo.

A defesa não concorda com a divulgação e utilização de provas ou conteúdos vazados dos autos, tais como interrogatórios, imagens ou registros do local dos fatos, por entender que a exposição indevida de elementos probatórios compromete a regularidade da investigação, o direito de defesa e a própria lisura do processo penal.

Reitera-se que o respeito às garantias constitucionais, especialmente à presunção de inocência e ao direito ao silêncio, é essencial para a condução equilibrada e justa de casos de alta repercussão social."

O g1 entrou em contato com a advogada novamente nesta sexta-feira (9), mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

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