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As relações de Carmo Dalla Vecchia com personagem...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 15/10/2024 às 19:40 · Atualizado há 2 dias

Através da iniciativa Arena do Orgulho, com curadoria de Alexandre Putti, o Castro Festival, movimento que, ao longo do ano, enriquece a cultura LGBT+ em São Paulo, oferece uma programação diversificada que abrange música, arte e entretenimento, celebrando a pluralidade de vozes. Dentro desta, estreia nesta terça-feira, 15, em apresentação única no auditório do MASP, a peça  Todo Chapéu Me Lembra Você, um espetáculo de Vitor Rocha, com os atores Carmo Dalla Vecchia e Theo Nogueira. A trama segue Thomaz, um jovem que retorna à sua vila natal para ajudar seu avô doente, confrontando fantasmas do passado e conhecendo Otto, um homem que vive escondido. A peça explora laços familiares e a busca por identidade em meio a desafios pessoais.

“Fala sobre a fé, sobre amor, sobre família, sobre relação e sobre diversidade. A história é de um homem que ficou trancado metaforicamente, e também realisticamente, dentro de um armário durante 20 anos. E aí aparece um garoto jovem, dentro da loja de chapéus, que veio vender a papelaria porque o avô dele está no hospital e provavelmente não vai sair do Hospital. A partir daí ele começa a ter conhecimento de toda a história dele, que ele não sabia, então tem um resgate muito bonito de identidade”, apresenta Carmo.

Mesmo muito diferente de Otto, que está sempre com a cara fechada, Dalla Vecchia aponta que se relaciona com o personagem em outros lugares. “Durante muito tempo da minha vida entendi na carne o que era o mesmo preconceito que o Otto de alguma maneira sofre. Quando ele fala sobre o fato de ter que se esconder, do fato da sua identidade não ser algo simples e socialmente aceito. Quando ele fala da solidão. Todos nós em algum momento da vida já nos sentimos sozinho. É um personagem que me emociona muito. Se eu já acho que tenho um histórico de entender o que significa a palavra preconceito de orientação sexual, ele é elevado ao quadrado. Mesmo a gente sendo muito diferente, mas talvez seja também porque não fiquei trancado dentro de um armário durante 20 anos. Apesar de entender metaforicamente o que significa ficar trancado num armário durante muito tempo para não incomodar os outros”.

“O mais bonito é poder usar a minha arte, meu trabalho, para falar exatamente de um ponto que durante muito tempo foi mais complexo para mim e que hoje consegui colocar uma luz. Para iluminar e trazer essas reflexões, esses questionamentos”, finaliza sobre a participação no evento. 

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