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Após mortes na Penha, deputada vai pedir impeachment de Castro: 'Não respeita Constituição'

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 03/11/2025 às 12:29 · Atualizado há 3 dias
Após mortes na Penha, deputada vai pedir impeachment de Castro: 'Não respeita Constituição'
Foto: Reprodução / Arquivo

A deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) afirmou ao ICL Notícias, nesta segunda-feira (3), que vai protocolar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) um pedido de impeachment contra o governador Cláudio Castro (PL). A decisão ocorre após a operação policial que deixou 117 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, além de quatro policiais.

“O governador Cláudio Castro não respeita o Estado Democrático de Direito, não respeita a Constituição brasileira”, afirmou a parlamentar em entrevista ao jornalista Lucas Rocha. Segundo Renata, o governo estadual “colocou em risco não apenas os policiais, mas também toda a população” durante a ação, classificada por ela como um massacre.

A deputada criticou duramente o discurso de Castro, que chegou a definir a operação como “bem-sucedida”.

“Como pode ser uma operação bem-sucedida quando quatro policiais morreram? Quando mais de 120 pessoas foram massacradas?”, questionou.

Impeachment de Cláudio Castro será protocolado, ideia é que governador também seja investigado pela operação (Foto: Reprodução)

Renata quer investigação federal

Renata Souza também informou que, além do pedido de impeachment, o grupo de parlamentares ingressou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo a federalização das investigações. Segundo ela, o objetivo é garantir “transparência e lisura” no processo, uma vez que o Ministério Público e a Polícia Civil do Rio estiveram diretamente envolvidos na operação.

“A federalização garante que os órgãos federais possam fazer o trabalho que hoje está prejudicado no estado. Há conflitos de interesse que colocam em risco uma investigação transparente”, afirmou.

O pedido de impeachment deve ser acompanhado por um dossiê com denúncias sobre a falta de protocolos claros e violação dos princípios constitucionais durante a operação. “Não é possível acharmos natural que a lógica da morte prevaleça sobre a prevenção à morte — inclusive à dos próprios policiais”, concluiu a deputada.

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