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Após apagão, gestão Tarcísio vai fiscalizar atuação da Enel

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 17/10/2024 às 21:24 · Atualizado há 6 dias
Após apagão, gestão Tarcísio vai fiscalizar atuação da Enel
Foto: Reprodução / Arquivo

(Folhapress) – A Defesa Civil estadual terá uma equipe dentro do centro de gerenciamento da Enel para acompanhar o desempenho da concessionária na resposta ao temporal previsto para este fim de semana, disse Henguel Ricardo Pereira, Secretário-Chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado.

A decisão foi anunciada no início da tarde desta quinta (17), após reunião no Palácio dos Bandeirantes com o presidente da presidente da Enel Brasil, Guilherme Lencastre, e presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa.

Pereira disse que o estado quer enxergar o que a empresa está fazendo, acompanhando os deslocamentos das equipes da Enel e de outras concessionárias para “ver se as equipes estão chegando na ponta, onde está o problema”, diz.

O coordenador da Defesa Civil também anunciou a criação de um gabinete de crise a ser instalado a partir das 8h desta sexta-feira (18) que poderá ser mantido durante todo o período de chuva.

Questionado sobre o motivo de o estado ter tomado essas medidas somente após dois grandes apagões em menos de um ano, Pereira afirmou que a estratégia agora está direcionada à transparência das concessionárias para o cumprimento dos contratos e do que foi acordado com o estado.

Atuação da Enel

Mais cedo, o presidente da Enel havia anunciado o fim da crise gerada pela queda de energia que afetou 3,1 milhões de clientes na Grande São Paulo após o temporal da última sexta-feira (11). No entanto, há ainda 36 mil imóveis sem luz — número considerado perto da normalidade pela empresa.

Ele ainda destacou que na madrugada desta quinta, todos as solicitações de restabelecimentos de energia feitas nos dias 11 e 12 foram atendidas.

As 36 mil solicitações que ainda seguem em aberto, diz o presidente, foram feitas a partir do dia 13 e estão “perto da normalidade” de operação. A prioridade para empresa nesta quarta é restabelecer o fornecimento para os que seguem sem abastecimento ainda.

Presidente da Enel, Guilherme Lencastre (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Segundo Lencastre, o apagão do dia 11 foi o evento climático mais grave enfrentado pela empresa desde 1995.

“Os ventos que nos atingiram foram recordes”, disse, ao descrever as rajadas de até 107 km/h durante as chuvas na Grande São Paulo na última sexta-feira. Só na capital paulista, 389 árvores caíram.

A Enel é responsável pela distribuição de energia elétrica na capital e 24 municípios situados na região metropolitana de São Paulo, em uma área total de 4.526 km². A estrutura soma 163 subestações e 42 mil km de redes de transmissão, abastecendo cerca de 8,2 milhões de usuários diariamente.

Lencastre também afirmou que o contrato de concessão da Enel precisa ser atualizado para prever eventos climáticos e investimentos na adaptação e resiliência da rede.

Quedas de árvores sobre cabos na última sexta-feira (11) são as principais causas do corte do abastecimento de energia na região metropolitana de São Paulo.

Para o temporal previsto para essa sexta, a empresa diz que vai manter suas equipes integralmente mobilizadas. São aproximadamente 2.500 profissionais que atuaram na atual crise.

A Defesa Civil afirmou que a Enel se comprometeu a distribuir 500 geradores em pontos estratégicos.

Na quarta (16), a Justiça deu um prazo de 24 horas para a Enel reestabelecer a energia de todos os imóveis atingidos pelo apagão em São Paulo, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento, sem limite de valores em caso de acúmulo horário.

A liminar faz parte de uma ação movida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Defensoria Pública estadual contra a Enel por causa da queda de energia em novembro do ano passado e que ainda está em tramitação.

Na terça (15), o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes, o governador Tarcísio Freitas e prefeitos da capital e de outros municípios da Grande São Paulo pediram a intervenção na Enel.

O grupo também solicitou a abertura de dados operacionais da companhia e uma revisão de indicadores como os que medem número de unidades consumidores sem energia após o temporal da última sexta.

Sob criticas e pedidos de interrupção do contrato, o presidente da Enel afirmou que a companhia cumpre os critérios técnicos da concessão, sob os quais se apoiam cláusulas que poderiam gerar pedidos de caducidade.

A Enel aguarda, porém, a publicação do decreto federal que irá rever parâmetros das concessões no país para avaliar se tem interesse na renovação do seu contrato.

 

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